Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

As Tralhas da Alex

16
Ago19

Eggs

Alex

 

Lembro-me, muitas vezes, de uma cena de um daqueles filmes de domingo à tarde protagonizado pela Julia Roberts (Maggie) e Richard Gere (Ike), que sempre me deixou a pensar sobre a definição que temos de nós próprios e como reagimos perante o outro em função disso. Na cena em causa, Ike confronta Maggie sobre como é que ela gosta dos ovos ao pequeno almoço, pois ao investigar os seus relacionamentos anteriores dá-se conta que Maggie diz preferir um tipo de ovos diferente de acordo com o noivo do momento (‘Você é a mulher mais perdida que eu conheço. Tão perdida que nem sabe como quer comer os ovos! Com o padre, eram mexidos; com o hippie eram fritos; com o outro eram escalfados, e agora, só claras!). A deixa de Gere leva-me a pensar que o mesmo acontece com tantos de nós nas relações. Tendemos a perder identidade. Uns porque preferem evitar o conflito com quem gostam, outros por pura incapacidade, outros ainda porque querem tanto agradar que acabam por tornar-se iguais ao seu parceiro.

 

Há umas semanas atrás, em conversa ao jantar, fiquei a pensar até que ponto nos tornamos demasiado permissivos nas relações ao ponto de nos sentirmos perdidos de nós. Vamos aceitando um conjunto de pressupostos que parecem fazer sentido naquele momento mas que, a determinada altura, nos fazem pôr tudo em questão. Será que é aquele o caminho que querermos seguir? Estamos felizes com as decisões que outros parecem ter tão certas apenas para eles? Somos realmente nós ou estamos apenas a projetar uma imagem que encaixa naquilo que o outro quer para si?

 

Quando gostamos realmente de alguém faz parte ajustar, moldar, adaptar e ceder em prol do crescimento saudável de uma relação. Mas, como em tudo na vida, existe uma dose certa para tal que depende de cada pessoa e relação. Acredito que, para termos uma relação saudável, devemos ter a noção plena de quem somos, quais os nossos gostos, quais os nossos objetivos de vida e quais os nossos limites, isto é, até onde estamos dispostos a ir. Não temos que saber tudo mas é importante termos consciência de quem somos, o que gostamos e o que queremos. Começa nas coisas simples. Como na forma como preferimos comer os ovos. Estende-se até à nossa essência.

 

 

07
Ago19

Química

Alex

100BFE8A-3916-402A-B55D-DE0D7443E606.jpeg

 

Quem me conhece sabe que sou rapariga das letras, pelo que os números, a física e a química nunca foram o meu forte. Esta semana, ao assistir a um documentário na Netflix sobre uma tournée dos Rolling Stones na América Latina, fiquei a pensar sobre o que o Keith Richards falou sobre a sua relação com a banda e, em particular, com Mick Jagger. Este falou sobre o facto de terem uma relação muito especial onde existe uma cumplicidade tão forte que, por muito que possam ser diferentes num conjunto de coisas, acabam sempre por se entender. Isto é o que eu costumo chamar de química entre duas pessoas. Seja em que tipo de relação for. Nas amizades, no amor ou nas relações profissionais.

 

A definição científica diz que química é a ciência que estuda a composição, estrutura, propriedades da matéria, as mudanças sofridas por ela durante as reações químicas e a sua relação com a energia. E eu acredito que é isto mesmo que acontece nos relacionamentos. A química entre duas pessoas é algo que não se sabe traduzir muito bem por palavras mas que provoca mudanças e alterações nas pessoas, o que acaba por se refletir na boa energia que espalham. Eu prefiro chamar-lhe brilho. Na ciência diz-se também que a química é a ponte que liga várias outras ciências como a Física, Matemática e Biologia. Na vida, acredito que a química liga duas pessoas de uma forma muito intensa mas, ao mesmo tempo, muito natural. E é isso que a torna tão especial.

 

Quando duas pessoas têm química é como duas peças de um puzzle que encaixam na perfeição. Tudo se faz sem esforço. Existe cumplicidade e companheirismo e isso faz com que tudo flua. Não quer necessariamente dizer que duas pessoas sejam iguais, muitas vezes até têm feitios bastante diferentes, mas com a química certa tudo funciona. Quando numa banda já sabemos o que nosso guitarrista vai fazer a seguir, quando já sabemos o que aquela amiga(o) está a pensar mesmo que este em silêncio, quando no emprego conseguimos trabalhar bem com a nossa equipa ou quando em casa acabamos a rir das mesmas piadas que mais ninguém entende. É química. E, nas letras, não se explica. Apenas se sente.

30
Jul19

Sobre coisas garantidas

Alex

5575FFD9-041D-4AA8-ABDA-43B5587EF7BA.jpeg

 

Costumo dizer muitas vezes que, na vida, só temos uma coisa garantida e que é o facto de sabermos que um dia, seja lá quando for, deixamos todos de cá andar. Digo isto porque, tantas vezes, no trabalho ou na vida pessoal, achamos que o que temos está ali e não vai a lado nenhum, sem que para isso tenhamos que fazer grande coisa. É fácil acomodarmo-nos à nossa zona de conforto e às rotinas.

 

No trabalho, há a tendência para se achar, sobretudo se os colaboradores estiverem efetivos, que não têm que provar o seu valor. Estão ‘seguros’ e, portanto, limitam-se a cumprir com o básico. Acaba por não existir espaço nem vontade para aquele tempo extra ou aquela visão mais fora da caixa que seria benvinda num determinado projeto. E não é porque não vistam a camisola, simplesmente acontece porque as pessoas estão acomodadas à função. Acham que não necessitam de se esforçar mais do que um determinado ponto para terem o seu lugar na empresa assegurado.

 

Na vida particular, por seu lado, os casais tendem a esquecer o quão importante é fazer coisas diferentes. Ele ou ela estão ali. Na nossa vida. E não vão a lado nenhum porque gostam de nós. Puro engano. É absolutamente necessário não dar nada como garantido. As relações implicam esforço, criatividade e compromisso. Saber fugir da rotina e não esquecer os pequenos gestos para com o outro é algo essencial. Na minha opinião quando estamos demasiado confortáveis nas situações tendemos a ser menos proactivos, ou seja, achamos que não temos que cuidar da nossa imagem porque ele/ela gostam de nós assim ou achamos que não temos que fazer nenhum sacrifício nem ajustar nada porque afinal de contas ele/ela já nos conheceu a viver daquela forma. Desenganem-se aqueles que julgam que gostar é suficiente. Gostar ajuda a enfrentar alguns momentos. Ajuda nas ausências, ajuda no espírito aberto para entender determinadas escolhas mas pode não servir como garantia para nada. Por isso, se têm a sorte de ter ao vosso lado aquele(a) pessoa especial, cuidem bem dela porque nunca sabemos se amanhã não é o último dia que temos a sorte de o (a) ter na nossa vida.

 

26
Jul19

Comer, Treinar, Amar

Alex

217E1945-E70C-42CB-A90C-68695BCAD127.jpeg

 

Nunca fui pessoa de me preocupar muito com aquilo que comia. Como boa alentejana que sou, sou também um bom garfo. Sou gulosa e gosto de comida que conforte o estômago e a alma. Como praticava bastante desporto, nomeadamente corrida, o que comia nunca era um problema para mim. Abusava nos hidratos, nos açúcares e nas gorduras saturadas sem grande preocupação e sem notar grandes oscilações de peso. Ora bem, quando, por várias razões, abrandei (ou quase parei) o exercício e continuei a fazer o mesmo tipo de alimentação, o corpo começou a reclamar. Ficava constantemente mal disposta e a balança não parava de aumentar. Comecei também, por estar mais velha, a notar o metabolismo muito mais lento e o resultado foram mais uns 7-8kgs acima do peso com o qual me sinto confortável.

 

Há uns meses atrás decidi que estava na altura de contrariar este cenário, não só por uma questão estética mas, acima de tudo, por uma questão de saúde. O primeiro passo foi regressar aos treinos e, para isso, juntei-me a um casal de amigos em conjunto com o Sr. Tralhas, para fazermos dois treinos semanais orientados por um personal trainer. Para as lontras que, como eu, detestam ginásios esta é a solução indicada. No ginásio, sem orientação é difícil motivarmo-nos e não ficarmos com aquela sensação de que andamos por ali perdidos no meio das máquinas sem saber bem o que andamos a fazer. Portanto, com a ajuda do PT e com a motivação extra dos amigos, tudo fica um pouco mais fácil. Os dias e as horas dos treinos estão definidos portanto é só uma questão de organizar bem a agenda e estes passam a fazer parte do nosso dia a dia. Em cerca de quatro meses de treinos senti o meu corpo a, progressivamente, ficar mais forte (olá força nos bracinhos!!). Voltei também a correr. Não com o ritmo e a intensidade com que o fazia dantes mas sinto que tem sido um bom complemento ao treino funcional.

 

A alimentação foi o segundo hábito que tive que alterar. E não comecei a fazer dietas extremas (só a palavra dieta provoca-me arrepios pelo simples facto de me sentir privada de alguma coisa) ou planos detox altamente prometedores. Não me tornei vegetariana, não deixei de comer carne nem peixe. Simplesmente introduzi um conjunto de alterações que podem fazer a diferença na hora de subirmos à balança. Sinto-me bem, menos inchada, menos volumosa. A primeira mudança que fiz na alimentação foram os hidratos. E sim, custou-me bastante, sobretudo cortar no pão (aiii o pão!!). Passei a comer pão só ao pequeno almoço e, de preferência, pão escuro. Acabaram-se os dias da manteiga lá por casa também. Reduzi a quantidade de arroz e massa que comia e se, me apetecer mesmo um destes dois acompanhamentos, dou-lhes preferência na refeição do almoço. As saladas fazem mais parte da ementa, bem como os vegetais. O leite passou a ser sem lactose e as peças de frutas não excedem as três por dia. Cortei a batata das sopas e eliminei as bolachas (as únicas que como são as marinheiras. Adoro a versão com chia!). Bebo cerca de 1,5l de água, o que comparado com os 50ml que bebia antes já é um avanço significativo. Com esta mudança, não quer dizer que tenha deixado de fazer asneiras, sobretudo ao fim de semana onde tenho menos preocupação com o que como. A verdade é que também não quero ser mais papista que o papa e acho que, nestas coisas, não precisamos adotar comportamentos extremos. Continuo a comer um gelado, um hambúrguer, uma pizza ou umas batatas fritas quando me apetece. Só não o faço com regularidade. Acredito que se soubermos equilibrar tudo somos mais felizes. E, neste triângulo amoroso entre alimentação, exercício e balança, tenho-me sentido mais confiante, mais forte e mais saudável.

16
Jul19

Bagagem

Alex

8292FFA0-1C95-4DA1-A87B-C959137922CC.jpeg

 

Todos nós a transportamos. A física e a emocional. Mas eu diria que esta última, pode ser, tantas vezes, mais pesada que a primeira. Sobretudo à medida que vamos ficando mais velhos. Pelo simples facto de que já vivemos mais e experienciámos mais coisas. A bagagem vai-se acumulando e aquilo por que passamos fica condicionado por essas mesmas vivências. O que quero com isto dizer é que as decisões que vamos tomando ao longo da vida são, na grande maioria das vezes, condicionadas pelas nossas experiências passadas. Para o bom e para o mau. No trabalho ou na vida particular.

 

Sempre que passamos por uma situação menos boa na vida, independentemente do âmbito, aprendemos sempre. Podemos nem sempre aprender o que queremos mas pelo menos o que não queremos fica registado. O facto de termos vivido bastantes situações torna-nos mais conscientes e, por isso, mais preparados para tomar decisões. Isto não quer dizer, como é óbvio, que tomá-las seja necessariamente mais simples. Mas, pelo menos, temos connosco um conjunto de dados que ajudam a analisar a situação de forma mais assertiva.

 

No trabalho, a bagagem permite-nos enquadrar e ligar vários contextos. Desta forma, conseguimos trazer valor acrescentado às organizações porque já conhecemos outras realidades e outras formas de fazer, por exemplo. Já aqui partilhei diversas vezes que acredito que, o facto de termos passado por vários trabalhos, nos dá amplitude para olhar para as coisas com sentido crítico. Para saber que na Empresa A um determinado processo é eficaz e que na Empresa B se poderia fazer de outra forma o mesmo processo de maneira a torná-lo também mais efetivo e rentável. Nas relações acontece a mesma coisa. O facto de já termos dado muita cabeçada faz-nos carregar uma grande bagagem emocional que, tantas vezes, nos dificulta a vida. Umas porque evitamos tomar uma determinada decisão (que, caso não seja a escolha certa, nos pode magoar) outras porque nos inibe de vivermos o presente e o futuro porque estamos presos ao passado. Se o tipo A nos fez viver um inferno não significa que o tipo B seja igual. Se o tipo A não queria uma família connosco não significa que o tipo B não o queira. Se o tipo A não nos valorizava não significa que o tipo B olhe para nós da mesma forma. A bagagem dá-nos mundo mas nunca nos deve cortar as asas. Acredito que com ela (a bagagem) aprendemos a pôr as coisas em perspetiva e a entender o quê e quem tem realmente importância na nossa vida.

10
Jul19

Mulheres como elas

Alex

B30322F8-B43E-443F-B032-5C5585AFCF4C.jpeg

 

Tenho lido pouco. Na verdade, muito menos do que gostaria. Mea Culpa. A Netflix e a HBO têm sido as principais responsáveis por esta situação. Isso e a minha fraca capacidade para contrariar a situação. Quando chego cansada, ao final do dia, depois do trabalho ou do treino, aterro no sofá e confesso que o meu primeiro instinto é agarrar no comando e ligar a televisão. As opções são infinitas entre filmes e séries de todas as espécies e feitios. Comédia, drama, suspense, ação, romance, crime, documentários, para toda a família, em português, em inglês, em espanhol… enfim.. toda uma oferta que dificulta, tantas vezes, a escolha.

Ultimamente tenho optado por ver documentários e uma ou outra série que me entusiasma (na ressaca do final de Game of Thrones cada um faz o que pode!!!). Um dos últimos documentários que assisti deixou-me a pensar sobre a forma como estamos na sociedade e o que fazemos com isso. ‘Mulheres que Desafiaram o Congresso’ conta a história de quatro mulheres que, nas eleições intercalares americanas de 2018, resolveram desafiar o poder instalado ao candidatarem-se ao Congresso. Todas elas com histórias de vida e motivações distintas mas com a convicção comum de que se nada diferente fosse feito, tudo permaneceria igual. Alexandra Ocasio-Cortez, nascida no Bronx, teve que fazer turnos duplos ao balcão de um restaurante em plena crise financeira para evitar ficar sem a sua casa. Amy Vilela perdeu a filha devido ao mau funcionamento do sistema de seguro americano e Cori Bush, perante os acontecimentos de violência no seu bairro onde um polícia baleou um homem negro desarmado, resolveu sair à rua. Paula Jean Swearengin já não suportava ver os seus amigos e a sua família sofrerem devido aos efeitos nefastos causados pela indústria do carvão.

O documentário acompanha estas quatro mulheres durante o período de campanha, cada uma no seu respetivo distrito. Engraçado ver a força e a resiliência de cada uma delas ao desafiarem os ‘candidatos do poder’. Não se tratam de políticos de profissão. São pessoas como nós que resolveram atuar (infelizmente, muitas vezes, motivadas por situações dolorosas que as impeliram a agir). Apenas uma teve sucesso na sua missão mas todas elas ganharam pela coragem de terem tentado. É também assim na vida. Para alcançar qualquer coisa, é natural que caiamos algumas vezes, que tenhamos que ouvir alguns ‘nãos’ e, muitas vezes, fazer sucessivas tentativas. Mas, em dez vezes tentativas falhadas, há pelo menos uma que há-de vingar. 

 

 

*Realizado por Rachel Lears (The Hand that Feeds)

**Produção de Lears, Blotnick e Sarah Olson (Fed Up)

***Banda sonora de Ryan Blotnick (The Hand that Feeds)

08
Jul19

Fauna & Flora

Alex

 

6B7006D0-9530-4019-B657-AB41A12232A9.jpeg

 

Aos Domingos gosto de experimentar restaurantes novos, sobretudo aqueles que oferecem a possibilidade de brunch. Portanto, aproveitei o dia de ontem para experimentar o Fauna & Flora na Madragoa. Abriu em Novembro do ano passado e oferece opções saudáveis de brunch. Contrariamente ao que acontece na maioria destes espaços onde a opção de brunch já está pré-definida, aqui somos nós que escolhemos o que nos apetece. Tudo o que está na carta, está sempre disponível a todas as horas desde as bowls às tostas passando pelas panquecas até aos mini hambúrgueres. Para acompanhar têm sumos naturais, smoothies ou vinhos para quem prefere.

 

O ambiente é tranquilo apesar de barulhento, pois o espaço está sempre cheio. Ao fim de semana, em hora de ponta, preparem-se para esperar entre 20 a 30 minutos por uma mesa. A decoração é feita entre o contraste das madeiras claras com o verde das plantas, o que faz deste espaço um dos mais ‘instagramáveis’ dos últimos tempos. A comida é reconfortante para quem aprecia as opções mais saudáveis. No nosso caso, como éramos três, optámos por pedir vários pratos diferentes para partilharmos. Destaque para a tosta Avotoast, uma tostada com esmagado de abacate, ovos bt* (*ovos cozinhados em sous vide, a baixa temperatura, adquirindo uma textura gelificada, clara mole e gema líquida), rebentos e sementes e, para os mais gulosos, as panquecas Guilty que são só assim para cima de divinais. As Guilty são panquecas com manteiga de amendoim, banana, amendoins caramelizados e chocolate quente, o qual dispensámos, uma vez que o Sr. Tralhas não gosta. O staff é descontraído e amigável e alguns pormenores mais ecológicos como os guardanapos de papel reciclado ou as palhinhas de cartão compõem a diferença no Fauna & Flora.

 

A2A6D49F-1FFB-4E37-9518-AA51AF946977.jpeg24ECD0F4-D145-479A-B35A-172DD5E021BF.jpeg

Em resumo, vale mesmo a pena conhecer. Para repetir acho que só será mesmo quando passar a febre da novidade e o tempo de espera diminuir um pouco. Podem conhecer o Fauna & Flora na Rua da Esperança, Nº33 em Lisboa. Apenas encerra à segunda-feira e funciona das 10:00 às 20:00 (domingo apenas até ás 17:00).  

05
Jul19

Esperar

Alex

69C4B091-A9CE-417D-AB07-73530CBB20AA.jpeg

 

'Esperar, sem gostar de esperar, só pela inteligência sensual do que se vai ganhar por ter esperado, é a inteligência gulosa de quem investe no prazer.' MEC

E tanto haveria para dizer sobre isto... Bom fim de semana!! 

01
Jul19

As coisas chatas

Alex

B63794A7-F05A-4AA6-ACCF-0A5AC589E426.jpeg

 

‘Gosto mais de estar com ela a fazer as coisas mais chatas do mundo do que estar sozinho ou com qualquer outra pessoa a fazer as coisas mais divertidas. As coisas continuam a ser chatas mas é estar com ela que é divertido. Não importa onde se está ou o que se está a fazer. O que importa é estar com ela’. MEC

 

É muito assim que vejo o amor. No alegria e na tristeza. Na saúde e na doença. Nas coisas divertidas e nas coisas aborrecidas. O importante é estar junto. É partilhar. Quando dividimos o nosso dia a dia com alguém é perfeitamente natural que nem todos os momentos sejam de pura diversão. Mas, acredito que todos eles possam ter qualquer coisa boa porque os partilhamos com quem amamos. A rotina pode ser tramada na vida de um casal e as tarefas domésticas, muitas vezes, são penosas e chatas. Uma ida ao supermercado para as compras da semana, o tratar de infinitas máquinas de roupa, o ter que comparecer naquele evento de família que não nos estava mesmo nada a apetecer. São coisas aborrecidas mas que têm que ser feitas.

 

No meu caso, mesmo as tarefas menos apetecíveis se tornam melhores quando as faço na companhia do Sr. Tralhas. Porque estou com ele e isso é muito bom. Somos companheiros, somos amigos e gostamos de disfrutar da companhia um do outro. E isso é visível, mesmo nas tarefas ‘menores’. Quando ele me acompanha num périplo pelas lojas no shopping ou quando fica a fazer-me companhia enquanto eu arrumo a cozinha, quando eu vou assistir a um dos seus espetáculos porque sei que é importante para ele ou quando estou disponível para ouvir a mesma música horas a fio para que ele a possa aprender (ossos do seu ofício!!!). Somos um para o outro. Não importa onde ou o que se faz. O importante é estarmos juntos.

 

O facto de conseguirmos brincar com as tarefas mais aborrecidas ajuda-nos a encarar a vida com uma dose extra de leveza. Uma guerra de meias dobradas enquanto as arrumamos nas gavetas, uma sessão fotográfica de perder de riso enquanto limpamos as tralhas na garagem ou uma aula de dança enquanto fazemos as limpezas lá de casa. Prefiro mil vezes estar com ele a fazer as coisas mais chatas do mundo do que estar sozinha ou com qualquer outra pessoa a fazer as coisas mais divertidas. Que continue a ser divertido estarmos juntos. Porque as coisas chatas, essas vão sempre existir.

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D