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As Tralhas da Alex

24
Jul18

conjugar os verbos mudar e recomeçar

Alex

Por este dias "mudar" tem sido a palavra chave cá por casa. Foram necessárias algumas semanas, várias enxaquecas, algumas "consultas" com amigos, diversas conversas com a família e outras tantas noites de análises swat com a ajuda do Sr. Tralhas para tomar "A" decisão. Vou mudar de trabalho. A verdade é que o sentimento já crescia em mim ao longo de algum tempo mas a oportunidade e, acima de tudo, a coragem de mudar só agora chegaram. Deixo aquilo que conheci como certo ao longo de quase uma década mas que, infelizmente, já não me preenchia e abraço um novo projecto profissional com muita vontade. 

 

A mudança pode ser assustadora, ainda mais para pessoas como eu que são avessas ao risco. Mas, já dizia Freud, 'quando a dor de não estar vivendo for maior que o medo da mudança, a pessoa muda.' E é tão verdade! Enquanto nos sentimos confortáveis com alguma coisa, mesmo que nos faça infeliz algumas vezes, não procuramos mudar. Acomodamos ao que conhecemos como zona de conforto. É algo que faz com que nos sintamos seguros porque é prevísivel mesmo que isso implique infelicidade e sofrimento. A verdade é que deixar o que conhecemos como certo para ir à aventura é muito assustador. Mas também acredito que quando já não estamos bem, este é o único caminho. Que o meu, nesta nova etapa, seja sereno, tranquilo e feliz! Fingers crossed!!

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17
Jul18

as curtas da Alex #1

Alex

"You know what, Sam? You’re just always going to be that guy at the restaurant who, when he gets what he ordered, always wishes he got what the guy next to him did."

 

Ontem, ao falar com um amigo que está menos bem nos assuntos do coração, lembrei-me de uma deixa que ouvi num desses filmes melosos de Domingo à tarde e que me faz todo o sentido, mais que não seja porque já o experienciei na primeira pessoa. Acho mesmo que, actualmente, esta pode ser uma das causas para que as relações não funcionem. Mas é mesmo só a minha convicção. Pelo que vou observando e falando com amigos acredito que hoje as relações estão cada vez mais egocêntricas, o que conduz, em última instância, ao que costumo chamar de 'síndrome do eterno insatisfeito'.

 

Traduzindo isto por miúdos não quer senão dizer que, a dado momento, encontramos alguém de quem gostamos, com quem é bom estar e com quem até nos imaginamos, eventualmente, a partilhar a vida. Tudo parece encaixar e, para os mais distraído(a)s, até pode parecer recíproco. Mas a dada altura fica tudo bem claro. O 'eterno insatisfeito' depois de já se ter esgotado nas lides da conquista e ter dado o seu trabalho como concluído, chega ao momento crítico do impasse. Já tem o 'prato' que queria, por isso, vai ficar a desejar ter pedido outro ou até o que o vizinho do lado tem à sua frente.

 

Quantos de nós não ouviram já o clássico 'o problema não és tu, sou eu' ou um 'gosto tanto de ti que não te posso arrastar comigo para isto'? Atitude encapotada de um certo altruísmo quando, na verdade, só denuncia que o nosso interlocutor não sabe o que quer. Na verdade, o que me parece acontecer, e muitas vezes com o devido contributo das redes sociais para alimentar a ideia, é que se entra numa espiral da eterna busca por alguma coisa que nos parece melhor do que aquilo que temos. E não me interpretem mal quando digo isto. Sou a maior defensora de que, quando alguma das partes ou ambas não estão felizes, não devem continuar a insistir em algo que não lhes faz bem. Mas, convinhamos que viver com a ideia de que o que vamos encontrar a seguir é mais giro, menos birrento, mais atencioso, melhor na cama, melhor marido, melhor namorada, mais mimimi e menos mimimi do que o temos é um exercício de loucos. A má notícia é que esta busca pode NUNCA terminar. Podemos passar a vida toda neste registo.

 

A pergunta que faço é se as pessoas que vivem assim são felizes ou se, nesta busca incansável por atingir uma espécie de perfeição, deixam escapar a oportunidade de serem realmente felizes. Não tenho resposta. Mas uma coisa acho que tenho aprendido com a vida. Posso não saber tudo o que quero mas hoje sei exactamente o que não quero neste capítulo. E, deste tipo de pessoas e relações, a distância é a melhor opção. Os 'eternos insatisfeitos' sugam-nos as energias e plantam em nós a dúvida sobre o nosso valor. Por vezes, é preciso uma grande dose de paciência para recuperar do rasto que este tipo de pessoas deixa em nós ou ainda uma boa dose de autoestima e amor próprio para termos a força suficiente para nunca deixarmos de acreditar em nós próprios.

 

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12
Jul18

The Road Not Taken

Alex
Two roads diverged in a yellow wood,

And sorry I could not travel both

And be one traveler, long I stood

And looked down one as far as I could

To where it bent in the undergrowth;

 

Then took the other, as just as fair,

And having perhaps the better claim,

Because it was grassy and wanted wear;

Though as for that the passing there

Had worn them really about the same,

 

And both that morning equally lay

In leaves no step had trodden black.

Oh, I kept the first for another day!

Yet knowing how way leads on to way,

I doubted if I should ever come back.

 

I shall be telling this with a sigh

Somewhere ages and ages hence:

Two roads diverged in a wood, and I—

I took the one less traveled by,

And that has made all the difference.

The Road Not Taken by Robert Frost 

(Aos clientes queridos que me mostram estas coisas)
11
Jul18

ADN

Alex

Estava a editar umas fotografias quando bati com os olhos nestas fotos e imediatamente pensei para com os meus botões: "miúda, esta és mesmo tu!!". Estou convencida que quem me conhece bem também concordará comigo. Cedo percebi que uma boa parte do meu bem estar e da minha felicidade passam por partilhar o meu tempo com outras pessoas. Acho que isso faz parte do meu ADN. Não me entendam mal, também gosto muito dos momentos 'de e para mim' mas, conhecendo-me como me conheço hoje, sei reconhecer que sou muito mais feliz quando estou acompanhada.

 

E isto aplica-se a todas as esferas da minha vida, a pessoal e a profissional. Um trabalho atrás de um computador entre ficheiros de excel e apresentações em powerpoint não é trabalho para mim. Falta a ligação com as pessoas, clientes ou colegas. Na adolescência alimentei o sonho do jornalismo (muito por culpa da minha paixão pela rádio) mas que, não me perguntem bem nem quando nem onde, se acabou por perder. A nível pessoal a história permanece. Adoro receber amigos em casa para aquelas jantaradas até altas horas que acabam com os clássicos jogos de tabuleiro, adoro ficar na esplanada a ouvir a melhor amiga desabafar e pedir aquele conselho, adoro ir brincar com os meus meninos na Ajuda de Berço, adoro ouvir as histórias das avós (mesmo as emprestadas mas que já são de coração), adoro ficar a trocar ideias com os pais e a mana até tarde, adoro ir tomar aquele brunch domingueiro na companhia dos amigos.. pessoas, pessoas, pessoas.. é disso que me alimento.

 

E o que mais gosto na oportunidade de estar e de conhecer tanta gente é que aprendo sempre qualquer coisa com cada uma delas. Com uns aprendo a ser melhor, com outros aprendo o que não fazer. Mal ou bem, fica sempre qualquer coisa. Acho mesmo que esta é uma das minhas maiores riquezas. É ser um bocadinho daqueles de quem gosto e com quem tenho a felicidade de partilhar o meu tempo.

 

 

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10
Jul18

o (sor)riso

Alex

"(...) essa - o riso - deve ser a marca mais bonita de uma relação. de amigos, de irmãos, de amores. a capacidade de rir no fim: no fim do dia mau, no fim de uma discussão, no fim de um choro compulsivo. quase obsessão, só sossego quando roubo um sorriso antes de me despedir dos meus. antes de os meus pais saírem de minha casa depois do fim-de-semana, antes de qualquer amigo desligar o telefone, antes de adormeceres, ali, na almofada ao lado. um dia bom tem de ter vários risos, uns de parvoíce, outros de gozo com nós próprios (que melhor há do que rir de mim própria?), outros de tonterias que se dizem no meio de conversas banais. e um dia bom tem de ter ainda vários tipos de riso: aqueles discretos, que saem do nada e demoram apenas dois segundos; aquelas gargalhadas enormes, despregadas, quando nos mexem nos botões certos da ironia; e aquele riso silencioso, quando só os lábios mexem ao ritmo do brilho dos olhos - são risos quase de admiração, que dizem: tonto, se soubesses como é bom é ser feliz ao teu lado..

 

esse - o riso - deve ser o gesto mais bonito entre dois amantes. único, quando se ri no meio de uma noite de amor, antes dos gritos, depois dos beijos. único, quando no meio de um jantar de amigos, os olhos apenas se cruzam, e rimos em silêncio, no meio da conversa solta. único, quando te abro a porta já com uma piada estúpida de gozo, apenas para te fazer rir e soltar o tédio - cómico mesmo, como te irrita a ti próprio, que eu te faça gargalhar nesses momentos. 
mas a prova maior de um amor, é quando mesmo no meio das coisas más, apesar de tudo, rimos. porque a vida não vai fácil, tudo se demora, tudo se complica. as opções que parecem as melhores, descobrem-se sempre as mais lentas. mas entre a dificuldade do fazer, e a certeza tão grande do querer, o riso é mesmo a nossa melhor arma. porque rimos muito, como nunca. e rimos a sério: sobre o amor - lamechas, sobre o corpo - safado, sobre a alma - igual. mas sabes, rimos acima de tudo pela alegria simples que é estar junto - é a diferença entre amar, e ser feliz a amar.."

adaptado de https://momentos04.blogspot.com/

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05
Jul18

coisas de português #1

Alex

Ora, pois bem, ando para aqui há uns dias a pensar sobre um fenómeno que tenho acompanhado, que me parece estar a crescer e sobre o qual é preciso falar. Sempre que vou assistir a um espectáculo, sobretudo concertos, fico ali concentrada a apreciar a situação e a tentar absorver toda a experiência de assistir a algo ao vivo e a cores. Mas parece que nem todos aproveitamos da mesma forma e, ultimamente, sinto-me até um bocadinho estranha por estar MESMO a ver um espectáculo ao vivo. O fénomeno a que tenho assistido vou chamá-lo de 'vim-ver-um-concerto-pelo-meu-telemóvel'. Trata-se exactamente do que acabaram de ler. As pessoas pagam para assitirem a um concerto ao vivo mas acabam por vê-lo através do écran do seu telemóvel. Ele é fotos, ele é vídeos, ele é directos para o Instagram ou para o Facebook e ver o concerto ao vivo que é bom.... NADA!! Sinceramente não consigo entender o propósito. Todos gostamos, eu incluída, de documentar o momento para a posteridade mas, quer-me parecer que, não precisamos de estar durante 2h de telefone em punho a fotografar ou filmar tudo. Novidade... uuuhhhhh... existem, por exemplo, DVD's que podem comprar para assitirem em casa e verem tudo com grande pormenor. A minha sugestão é que aproveitem mais o momento. Vá lá, meus tralhinhas, da próxima vez façam um esforço e aguentem esse dispositivo móvel dentro do bolso ou da mala por mais de 30 minutos. Vão ver que vale a pena o esforço e que vão disfrutar muito mais do que estão a viver naquele momento. Não precisa ficar tudo registado nas redes sociais, pode só ficar na vossa memória.

Bons espectáculos!!

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