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As Tralhas da Alex

23
Out18

A Star is Born

Alex
Sr. Tralhas: E se fossemos ao cinema?
Alex: Pode ser. O que vamos ver?
Sr. Tralhas: Que tal o filme do Bradley Cooper e da Lady Gaga?
Alex: Feito. Vamos ver esse!
 
E foi assim, sem grande expectativas, que entrei na sala de cinema. Já tinha visto o trailer, tinha curiosidade de ver o filme mas não esperava ter gostado tanto. Possivelmente foi dos filmes que mais gostei de ver nos últimos tempos. Foi bom ao ponto de ter ficado colada à cadeira da sala de cinema depois do filme acabar durante uns bons minutos. Acho que fiquei a processar tudo o que tinha sentido. 
 
Os que me conhecem bem sabem que é fácil convencerem-me com uma boa história. Se envolver amor, melhor ainda. A Star is Born trata-se de bem mais do que apenas uma história de amor. Vai mais fundo que isso. É uma história de admiração entre duas pessoas. Fala sobre vícios, adições como o álcool e as drogas, sobre a saúde mental. Conta a história de Ally (Lady Gaga) e Jackson Maine (Bradley Cooper), um renomado artista de longa carreira que cai no esquecimento enquanto a sua namorada ascende ao estrelato. Fala sobre o caminho que ambos trilham, juntos e separados, sobre os desafios e as exigências do sucesso, sobretudo numa relação. Este é o 4º remake do original de 1937, pelo que o argumento já não é novidade. O que realmente é novidade é ver Bradley Cooper, que realizou e produziu o filme, cantar as músicas que o próprio escreveu. O sountrack é qualquer coisa de muito bom e está em loop no meu Spotify desde que vi o filme. Se por um lado não esperava ver Cooper vestir o papel de um músico na perfeição também não esperava ver Lady Gaga sair-se tão bem como actriz. É convincente, emociona, transmite muita emoção no que faz (além de cantar muitíssimo!).
 

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Na minha opinião, A Star Is Born é um filme especial, de qualidade irrefutável. Tenho a certeza que não passará despercebido entre a crítica. Para quem ainda não viu, recomendo que corra à sala de cinema mais próxima. Aposto as fichas todas em que vão gostar (até os mais durões se vão emocionar!!).
 

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15
Out18

puzzles

Alex

«Gosto de pensar que tudo se passa como num puzzle em que a peça certa encaixa sem dobrar nem forçar.

A imagem da peça do puzzle a encaixar sem fazer fricção, sem rasgar, sem ferir e sem magoar os cantos é uma imagem feliz. Perfeita para nos ajudar a avaliar a forma como as coisas encaixam na nossa vida.

Claro que não está na nossa mão encaixar todas as peças e muitas fazem-nos sofrer ou vergar um bocado, mas é bom reter esta imagem para os momentos em que está nas nossas mãos decidir. Sentir que a escolha que fazemos nos deixa mais confortáveis, mais alinhados com a nossa verdadeira natureza e mais em paz é como sentir a peça do puzzle a encaixar. Mesmo que haja mágoa ou não se trate de uma escolha fácil. O sinal mais evidente será sempre a forma como a escolha nos assenta e as peças encaixam umas nas outras.» Laurinda Alves

 

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 (porque ontem o Sr. Tralhas e eu começámos a fazer um puzzle. hoje ainda faz mais sentido o post.)

10
Out18

was my view of a relationship extinct?

Alex

Chamem-me velha, antiquada ou demodé que, neste capítulo, pouco me rala. Nas relações, sou mesmo uma miúda à moda antiga. Sou daquelas que se emociona com histórias de príncipes e princesas, daquelas histórias bonitas e cheias de amor. Infelizmente o que me parece que acontece hoje é que o romantismo de outros tempos deu lugar a um certo sentido prático e até demasiado funcional para as relações entre os casais numa quase espécie de comodismo do tipo 'não és bem o que queria, mas também não estou mal, portanto siga!'. Em certas circunstâncias, não é necessariamente mau mas convinhamos que um pouco de romance também não faz mal a ninguém.

 

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Eu ainda sou daquelas que acredita numa relação baseada realmente no amor e na vontade de duas pessoas estarem juntas porque querem partilhar o resto da sua vida uma com a outra. Naturalmente que nem tudo são rosas mas quando se gosta mesmo arranja-se sempre uma maneira de resolver os problemas. Implica sentido de compromisso, cedências e uma certa dose de paciência. Aquilo que vou observando é que, hoje, as relações são mais alicerçadas na parte funcional do que propriamente amorosa. Por exemplo, quando duas pessoas dão o passo de morarem juntas, esta decisão deve ser tomada porque ambas querem partilhar a sua vida e não porque é mais prático ou até mais económico (acreditem que conheço muitos casos destes!!). Da mesma forma que, quando um dos membros do casal, toma uma determinada decisão esta deve ser partilhada e conversada entre os dois.

 

A verdade é que hoje somos mais egoístas e tendemos a ter mais dificuldade em adaptar-nos ao outro. Ficamos tão reféns da nossa independência (que tantas vezes nos custou tanto a conquistar) que não queremos abdicar dela por nada nem ninguém. Ao menor espirro ou sinal de problemas, cada um segue o seu caminho. Não sei se sou só eu mas parece-me que o meu conceito de namoro/casamento está desactualizado. O próprio conceito de família hoje também mudou. É cada vez mais frequente encontrarmos famílias onde existem os filhos dela, os filhos dele e os filhos em conjunto. A ideia de família nuclear com pai, mãe e filhos também tende a deixar de ser padrão. Mas, o mais importante de tudo isto, é que não falte amor, companheirismo e muito respeito entre os casais e nas respectivas famílias. Pelos menos é essa simplicidade que procuro para mim. E não me contento com menos.

03
Out18

as pequenas coisas

Alex

Numa sociedade que fez de nós pessoas exigentes, competitivas e insatisfeitas é cada vez mais claro para mim o que realmente importa. E são coisas simples. Como o fim do dia de hoje. Sair do trabalho e ter o teu sorriso à espera, chegar a casa, passear o Nikko no bairro, tomar um banho, vestir uma roupa confortável. Sentarmos no sofá. Cada um no seu. Tu com a viola, eu com o computador. Tu na música, eu no blog. E ter a certeza (enquanto me serves de banda sonora) que não trocava isto por nada.

 

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02
Out18

chefe ou líder?

Alex

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Ainda em linha com o último post que publiquei aqui n'As Tralhas da Alex, o tema das chefias continua a monopolizar as minhas ideias. Estou certa que a grande maioria de vós também terá várias opiniões sobre os chefes espalhados por este país. Como já trabalho há alguns anos, já tive o prazer (outras vezes nem tanto!) de trabalhar com vários superiores hierárquicos e os estilos são muito diferentes.

 

O que acontece, na maior parte dos casos, é que quem nos conduz não tem a mais pálida ideia do que é gerir pessoas. São chefes e não líderes. Não dão o exemplo, só sabem exigir, não conseguem "calçar os sapatos" de quem está no terreno, não inspiram, e mais grave que isto tudo não têm consciência que estão a fazer tudo errado. Atrevo-me até a dizer que grande parte da insatisfação no trabalho advém de termos o azar de nos cruzarmos com este tipo de pessoas. As nossas empresas estão cheias delas. Os chefes agem de forma bem distinta dos líderes. Estes últimos são criativos, inovadores, encontram soluções em vez de problemas, estão ao lado dos seus colaboradores, puxam pelo todo/equipa. O chefe, por sua vez, está focado meramente no sistema, não olha a meios para atingir fins e a sua única preocupação é ficar "bem visto na fotografia".

 

Parece-me que empresas onde as pessoas se sintam acolhidas, defendidas e onde exista um ambiente fluído, de confiança e espírito de entreajuda entre todos, o trabalho e, consequentemente, os resultados são muito melhores. O tema dos chefes versus líderes dava para escrever várias teses, é certo. Nesta matéria, a teoria é muito unânime. Mas é a parte prática que convive connosco diariamente. Lado a lado, na secretária. E, infelizmente, são muitas as vezes em que sentimos na pele as verdadeiras diferenças entre ter um chefe ou um líder.

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