Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

As Tralhas da Alex

31
Jan19

O Clube Lisboeta

Alex

A1C4BD7D-0C47-4F04-AE96-93C579C1722C.jpeg

 

Acordar sem despertador ao fim de semana, arranjar-me sem pressas e sair para tomar uma das refeições que mais gosto. Não existe alegria maior do que um farto e delicioso brunch. As ofertas são muitas e variadas, sobretudo em Lisboa, por isso, sempre que posso aproveito para experimentar mais um local. O destino, desta vez, foi o Clube Lisboeta na companhia da mana e do Sr. Tralhas. Fica na Rua da Escola da Escola Politécnica, ali bem perto do Rato. O espaço, amplo e com uma decoração moderna e minimalista, fazia manter a expectativa elevada.

 

Existem duas opções de brunch disponíveis todos os dias até às 17h. A primeira tem panquecas de cacau, geleia do clube, banana e calda de chocolate; uma tosta de ovos mexidos e requeijão tradicional, pesto de ervas e brotos e um bowl de iogurte natural, compota do Clube de frutas da época, mel e granola caseira de curcuma; café ou chá e sumo do dia (16€). A segunda opção é composta por uma tosta de abacate, com pico de Gallo (tomate cherry, cebola roxa, malagueta e coentro) e folhas verdes; tapioca de queijo da Serra, banana e canela; bowl de iogurte natural, frutas frescas, mel e granola do Clube com nibs de cacau; café ou chá e sumo do dia (20€). 

 

373469C9-EA08-4E3D-8770-AA20FB878586.jpeg

4905459E-80F5-4C62-ADCA-3710708A60B6.jpeg

 

A ideia inicial era diversificar (tal e qual se faz nos investimentos!!) e pedir os dois brunchs para experimentar. Mas, como não houve consenso, acabámos por preferir todos a primeira opção. Confesso que gostei bastante da tosta de ovos mexidos e requeijão tradicional, pesto de ervas e brotos e do bowl de iogurte natural, compota do Clube de frutas da época, mel e granola caseira de curcuma. O sumo do dia, de melancia e gengibre, era bom (apesar da quantidade ser um pouco limitada!). A grande deceção foram mesmo as panquecas. A conjugação do cacau com a geleia de frutos do bosque e a calda de calda de chocolate não é, a meu ver, feliz. Torna tudo demasiado pesado e enjoativo, sobretudo para quem não adora chocolate. Na apreciação geral não é um mau brunch, continua a ter nota positiva mas não entra diretamente para o meu Top 5. Qualquer das formas se tiverem oportunidade, experimentem. Fico à espera do vosso feedback!

21
Jan19

Todas as coisas maravilhosas

Alex

ED0EB3AA-99EC-482E-A567-8D78E47B2C8E.jpeg

 

Ir ao teatro. Acordar sem despertador. Ouvir música bem alto no carro e cantar a plenos pulmões. Abrir uma nova agenda. Comer arroz de atum e ovos mexidos. Escrever no blog. Dar beijos e abraços em quem gosto. Passar o dia na praia e comer bolas de berlim. Tomar banhos de imersão. Assistir aos concertos do Sr. Tralhas. Correr. Receber os amigos em casa. Procrastinar no sofá (séries e filmes até não aguentar mais!). Tudo isto poderia fazer parte da minha lista de coisas maravilhosas.

 

Este foi precisamente o ponto de partida para a peça «Todas as coisas maravilhosas» que fui ver esta sexta-feira. O dramaturgo inglês Duncan Macmillan escreveu a peça e, no nosso país, foi Ivo Canelas que interpretou este monólogo de forma magistral. O Estúdio da Time Out, no antigo Mercado da Ribeira, recebe-nos de uma forma bastante crua, numa sala simples apenas com cadeiras dispostas em forma de arena. No seu centro, Ivo brilha sozinho ao contar a história de uma criança (agora já adulta) que começa aos 7 anos a escrever uma lista com todas as coisas maravilhosas que existem no Mundo para combater as tentativas de suicídio da mãe. O público é chamado não só a participar mas também a deixar-se envolver na história sob várias perspetivas.

 

Os temas centrais são duros, a depressão, as crises existenciais, a morte mas a mensagem é tão simples e, por isso, tão bonita. Emocionei-me. Mas também ri bastante. Gargalhadas sinceras. Esta lista começa como uma tentativa desta criança de chamar a atenção da sua mãe para todas as coisas maravilhosas que existem. No entanto, ao longo da vida, o seu conteúdo vai-se alterando mas a sua essência mantém-se. A lista não cumpriu o propósito de evitar uma tragédia familiar mas conseguiu transformar a vida deste menino feito homem. A peça fala sobretudo da morte mas é um elogio à vida. E, por muito que por vezes tenhamos dificuldade em ver, ela tem coisas muito boas. Talvez este seja um exercício que todos nós devêssemos fazer. Andamos tantas vezes com a vida cheia de «coisas» e não paramos para pensar um pouco sobre o quão maravilhosas elas podem ser. Não precisam ser grandes. Só precisam fazer-nos felizes. E isso, é o melhor que podemos levar disto tudo.

 

 

(infelizmente a peça já não está em cena mas espero que façam uma reposição em breve para que possam ter a oportunidade de ver)

15
Jan19

#seeusoubesseescreverassim

Alex

E5C5A000-AC09-4D84-AECD-51897A476260.jpeg

 


'há quem associe a alma a algo poético, quase místico, que apenas existe de forma simbólica. já eu vejo a alma de quem me rodeia todos os dias, nas coisas mais pequenas da vida. uma música, uma imagem, uma frase, uma forma de estar, de viver. isso para mim é a alma, aquela coisa que nos distingue e identifica sem sabermos explicar o que é. e as almas gémeas conhecem-se aí: na forma igual como olham para o mundo, como completam as frases que o outro diz, como pensam da mesma maneira, como, ao longo dos anos, crescem no mesmo sentido. como evoluem iguais.

por isso, fui perdendo muitos amigos ao longo da vida. pessoas doces, adoráveis, próximas, mas que no fim do dia descobrimos que não tínhamos a mesma alma. que a vida que queríamos viver era diferente, incompatível. com a idade - ou direi antes, com a maturidade - fui percebendo que não tem mal deixar cair quem não me energiza. que não tem mal ficar mais longe de quem não sente o mesmo pulsar no dia. porque o tempo não dá para tudo e temos de optar por quem nos completa. simples. estaremos lá se for preciso. mas não estamos lá sempre que é possível.


por isso, fui encontrando muitas almas gémeas ao longo da vida. são poucas, mas são a sério. aquelas pessoas que não falamos meses, mas com quem se partilha uma música nova e a outra pessoa diz: descobri isso ontem. era impossível. as almas iguais conhecem-se na diferença: deliramos com a mesma imagem que mais ninguém se apercebeu, ouvimos o mesmo vinyl que mais ninguém ouve, comemos o mesmo sabor agri-doce picante que mais ninguém quer experimentar. sim, porque escolhemos sempre o mesmo prato da ementa, mesmo quando é todos os dias diferente. estas almas tem hábitos tão estupidamente iguais que irritam, como simplesmente não usar guarda-chuva. só porque não. coisas destas, tão pequenas, mas que sabemos, por isso, tão estranhamente únicas. por serem tão próximas, é lindo quando fazemos algo - um gesto ou uma acção - que emociona essa pessoa. porque o brilho dos olhos é igual, em quem dá e em quem recebe. são coisas, pequenas, mas nossas.
só, estranhamente, nossas.'

 

J.D. in Momentos

10
Jan19

A energia poética do Cirque du Soleil

Alex

 

 

Tudo gira em torno do “Ovo” que dá precisamente nome a mais um espetáculo do Cirque du Soleil. Esta não foi a minha estreia nesta matéria mas não podia deixar de partilhar convosco a experiência. A primeira vez que assistimos a um espetáculo deste género saímos verdadeiramente maravilhados com tudo o que se passa na sala. E, quer queiramos quer não, a primeira vez marca-nos de uma forma indelével. Este ano tive a oportunidade de viver a experiência de forma distinta, não só porque não sendo a minha estreia já sabia o que esperar mas também porque os lugares na plateia (praticamente dentro do palco!!) deram para ter uma perspetiva muito mais real de tudo o que se passa.

 

119D0967-2651-48E8-900D-5E1959920670.jpeg

 

 

O espetáculo começa com uma pontualidade britânica, à qual não estamos habituados em Portugal mas que muito prezo e é completamente inegável a qualidade e os altos padrões para que o Cirque du Soleil nos transporta. Durante cerca de 2h assistimos a um desfile de números artísticos de alta qualidade, não só pela performance dos artistas em palco (eu diria até atletas!) mas também pelo guarda roupa, maquilhagens, cenografia, música (ao vivo) e pela própria construção do espetáculo. A soma de tudo isto leva-nos para um mundo quase mágico, onde tudo parece fácil e possível. Quando damos por nós já fomos transportados para um eco sistema cheio de vida e de cor, onde insetos trabalham, comem, rastejam, brincam, lutam e até se apaixonam. E, como sabem, para mim tudo fica ainda melhor com uma bonita história de amor. É o caso, pois acabamos por assistir à história de um amor inocente entre uma sedutora Joaninha e o inseto desajeitado que nasce do ovo invulgar.

 

 

Os preços dos bilhetes não são amigáveis mas a experiência vale cada euro. Se ainda não têm programa para os próximos serões, informo que poderão ter a oportunidade de ver o espectáculo no Altice Arena, no Porque das Nações em Lisboa, até ao próximo Domingo, dia 13 de Janeiro. Não sei se ainda há bilhetes disponíveis mas é uma questão de espreitarem. Altamente recomendado!

 

O Cirque du Soleil nasceu de um grupo de 20 artistas de rua no início de 1984 e hoje é a maior companhia de entretenimento artístico de alta qualidade do mundo. O Cirque du Soleil, sediado no Québec (Canadá), conta atualmente com 4000 funcionários, entre os quais mais de 1300 artistas, provenientes de 50 cidades diferentes.

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D