Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

As Tralhas da Alex

28
Fev19

Deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer

Alex

2786E134-1F5E-4836-80A6-B949E2586D27.jpeg

 

É oficial que voltei ao exercício. Finalmente consegui ter um equilíbrio saudável entre a minha vida pessoal e profissional. Retomei o desporto e tem-me sabido pela vida. Como nem sempre é possível fazê-lo ao fim do dia, algumas vezes levanto-me de madrugada para treinar. Como devem imaginar custa-me bastante acordar tão cedo, sobretudo porque não sou pessoa de me deitar com as galinhas. Mas o retorno que tenho tirado desta situação é incrível. Hoje, ao sair de casa, soube-me bem ‘ouvir’ o silêncio da noite enquanto a cidade ainda dorme e terminar o treino já com o nascer do dia e os primeiros raios de luz. O que custa é mesmo saltar da cama porque o pós-treino é muito bom. Quando cheguei ao trabalho pronta para as reuniões do dia, entre uma torrada engolida à pressa e um café, senti que já tinha feito tanta coisa e o relógio ainda não batia as 08h30. O dia passa a voar e chego a casa apenas a tempo de tratar de um jantar simples e rápido. Invariavelmente, nestes dias aterro cedo no sofá e, em regra, não chego ao final do episódio da série que estou a ver no momento. Mas não faz mal. O dia foi preenchido. E o coração sente-se exatamente assim… cheio de coisas boas. <3

20
Fev19

O perigo de uma história só

Alex

Por força do acaso, há uns dias, estava a ver uns vídeos do TED Talks e encontrei um muito interessante sobre a construção das nossas realidades baseadas numa única verdade, aquela que conhecemos como absoluta e certa. Sobretudo, quando somos crianças e estamos a formar a nossa personalidade, é muito perigosa esta visão única sobre um determinado tema ou pessoa. Muitas vezes, é assim que se criam estereótipos e damos por nós a ir do particular para o geral, ou seja, se um país em África é pobre e as pessoas passam mal então todos os africanos passam dificuldades. Por exemplo, se na nossa infância nos leem histórias de princesas então todas as histórias são de amor. Não acontece.

 

 

Onde quero com isto chegar é que, tal como dizia São Tomás de Aquino, ‘temo o homem de um livro só’. O facto de termos apenas a visão/opinião formatada em função de uma ideia única não nos ajuda a ter um entendimento macro de como funcionam verdadeiramente as coisas. Se apenas conhecemos aquela história ou realidade, então, para nós, ela é a correta. Temo estas pessoas. Seja no trabalho ou na vida pessoal. Por exemplo, no trabalho, conheci várias pessoas que estão na mesma empresa a trabalhar desde que terminaram os estudos. O que acontece nestes casos, ao contrário de mim que já mudei três vezes de empresa, é que o seu campo de visão tende a ser um pouco mais reduzido porque não têm ponto de comparação. Não se questionam sobre o porquê das coisas (e não é por mal, é mesmo porque aquela é a única realidade que conhecem!). Por exemplo, se o processo A é tratado de uma determinada forma para elas está correta. Tantas vezes nem se questionam se pode ser feito da forma B, C ou D. Quem já passou por várias realidades conhece várias histórias e, por isso, tem uma visão diferente. A mudança acrescenta-nos várias formas de pensar e fazer. E isso é muito positivo a meu ver pois acrescenta valor.

 

O mesmo se aplica na nossa vida pessoal. Assustam-me aqueles casais que casaram com a primeira e única namorada. E, não me interpretem mal, acho lindo e conheço até pessoas que são muito felizes assim. Mas, também conheço muitos casos em que, a dada altura, um dos membros do casal (ou às vezes, até ambos!) se começam a ressentir deste tipo de relacionamento. É por isso que acabamos por ver tantas pessoas que chegam aos 40 anos já com casamentos de uma década, com filhos, mas que chegam a ponto de rutura. Sentem falta de conhecer outras ‘histórias’. A vantagem de quem encontra o amor mais tarde é que já conheceu diferentes histórias, o que lhe permitiu ter uma ideia bem definida sobre o que quer e não quer. Sobre o que tolera e o que não tolera. Já viveram muitas coisas e é por isso que encaram o amor de uma maneira tão tranquila.

 

Nunca se permitam ficar por uma história apenas. É redutor e perigoso. Vivam muito. Conheçam o mundo. Conheçam culturas diferentes. Formas distintas de fazer, ser e estar. É isso que vos enriquece enquanto pessoas. Aproveitem ao máximo porque a vida passa assim, em menos de um fósforo.

 

 

18
Fev19

sobre escolhas

Alex

'A vida tem-me ensinado a escolher sempre o que acho ser melhor para mim no aqui e no agora, mesmo que isso implique voltar atrás de todas as vezes que não estiver feliz ou que não me sinta confortável na minha pele, nem tranquila na minha paz. A vida tem-me ensinado a saber dizer não, a não me afastar um milímetro dos meus princípios e valores, a saber ajustar a rota quando me perco no caminho, a gerir as mágoas com o perdão no coração, a deixar para trás o que não me leva para a frente, a acreditar que é na curva da estrada que se desenha a recta e a manter a certeza absoluta de que não há atitude mais revolucionária nesta vida como a de confiar que somos capazes, que chegamos onde queremos chegar e que merecemos tudo o que de bom a vida nos trouxer.'

in às 9 no meu blog

 

861F3C0B-A032-4367-8CF9-05DA2644E99A.jpeg

 

hoje li estas palavras num dos blogs que sigo habitualmente e, mais do que em qualquer outro dia, fizeram-me todo o sentido. a minha bússola durante a vida tem sido a minha intuição e o meu instinto. procuro ouvir os que me são mais próximos e a sua opinião, o que não significa que as minhas decisões vão de encontro às suas. já tomei boas e más decisões. já dei por mim a agradecer ter mudado e já me arrependi algumas vezes. já sofri e já fui muito feliz. já tive que ouvir o eterno 'eu bem te avisei. se me tivesses dado ouvidos' mas também já ouvi 'escolhas o que escolheres, vou estar aqui para te apoiar'. faço sempre as minhas escolhas com base naquilo em que acredito e com base nos dados que tenho disponíveis naquele momento. há quem diga que tenho uma visão de curto prazo, há quem diga que não penso no futuro. há quem me considere mimada e inconsequente. eu sei que procuro sempre com o que escolho, sentir-me de bem com a vida e comigo. tomar decisões e, muitas vezes, mudar dá medo. e trabalho. mas para os conformados e conservadores, a vida deve ser só um grande aborrecimento. quando não arriscamos nada muda. quando não confiamos nada acontece. porque, por vezes, a felicidade pode mesmo estar só ali. à distância de um salto de fé. em ti e na vida.

13
Fev19

Dia Mundial da Rádio*

Alex

Quando entrei pela primeira vez num estúdio de rádio com 9 anos estava longe de imaginar a paixão que nascia ali. Durante a década seguinte não a larguei mais. Cresci entre estúdios. Fiz amigos. Partilhei alegrias e tristezas com colegas e com ouvintes. Fui feliz, tão feliz. Todos os sábados entre as 13h e as 15h lá estávamos nós prontos para o Colar de Pérolas. Primeiro eu e a Sandra, depois juntaram-se a nós o Ivo e o Bruno. Recordo com muita saudade todos os programas e os passatempos que fazíamos. As músicas que gravávamos em cada Natal. A conga e as maracas que tínhamos no estúdio! Eram momentos muito divertidos e isso contagiava quem nos ouvia. Anos mais tarde estreei-me a solo. O Feedback era um programa semanal onde havia espaço para todo o tipo de música e para receber convidados.  O registo era diferente do programa que fazia com os meu colegas mas dava-me igualmente muito gozo. A casa que me acolheu durante todo este tempo foi a Rádio Despertar Voz de Estremoz, na minha terra natal e que guarda um lugar especial no meu coração.

 

Com a vinda para a capital para estudar estava a ser cada vez mais difícil ir a casa ao fim de semana, pelo que tive que tomar a decisão de abandonar a rádio. Na altura, foi complicado tomar este passo mas teve mesmo que acontecer. Deixei a rádio temporariamnete mas o 'bichinho' não me largou. Anos mais tarde, num jantar em casa de amigos, a Andreia mencionou que tinha um amigo que procurava alguém para partilhar o programa que fazia na Horizonte FM ao Domingo. Lá nos puseram em contacto e combinada a visita ao estúdio, por ali fiquei mais uns tempos com o Luís no nosso Café Central, um programa inteiramente dedicado à música nacional. Adorava fazer a rubrica da Agenda Cultural todas as semanas. Não sei exatamente quanto tempo durou esta passagem na Horizonte mas foi muito especial.

 

540324A1-9C9B-44F9-BEFD-23BA7EFF0098.jpeg8BF85D94-A897-4767-8123-F23874DDD74F.jpegF36B0F45-4B52-405E-B0AC-FAA369DCEC11.jpeg6B26D8AA-9F13-413A-A7CB-955AC1CE0078.jpeg

 

Hoje, no dia que se celebra o Dia Mundial da Rádio, deixo aqui o meu agradecimento não só a todos os radialistas de profissão mas, sobretudo, a todos os amadores que pelas rádios deste país (principalmente nas regionais) fazem companhia a tantas pessoas. A rádio continua a ser o meio de comunicação social que atinge as maiores audiências e também um meio que permite à população (sobretudo no interior) o acesso, em tanto casos, mais simples à informação e ao entretenimento, a factos e a histórias. E, isso per si, já é um grande motivo para que a Rádio possa ter um dia especial como o de hoje.

 

* A data foi escolhida pois foi neste dia que a United Nations Radio emitiu pela primeira vez, em 1946, um programa em simultâneo para um grupo de seis países. A data foi declarada em 2011 pela UNESCO e o primeiro Dia Mundial da Rádio foi celebrado em 2012.

 

12
Fev19

A arte de conversar

Alex

Gosto de companhia. Gosto de conversar e que conversem comigo. É muito comum ouvirem-me dizer: 'Jantamos fora esta sexta para pôr a conversa em dia?'. Na verdade, o jantar é só a desculpa para horas e horas de tagarelice. Adoro deixar-me ficar sentada à volta da mesa e de me envolver de tal forma naquele momento, que perco a noção do tempo. Acho que hoje as boas conversas são subestimadas e, até mesmo, negligenciadas. Conversa-se muito entre sms, whatsapp e todas as outras formas digitais e rápidas de o fazer e ficamos com a noção (errada!) de que comunicamos muito. Além de que comunicar muito não significa comunicar com qualidade.

 

20EA8956-F3A7-426B-8724-60CEBFBA53A4.jpeg

 

É por isso que acho fundamental pararmos um pouco para realmente conversar. Os temas variam e podem ir desde o mais superficial até um assunto mais profundo. Não importa. Na conversa as ideias surgem e são debatidas, melhoradas, contraditas, rebatidas ou desfeitas ali entre um e outro copo de tinto. Sem pressas. Este contacto e estes momentos em que verdadeiramente podemos estar com a pessoa são preciosos e, cada vez, mais raros. Largam-se as correrias do dia, os telemóveis ficam no silêncio e, por momentos, ficamos só ali concentrados um no(s) outro(s).

 

É quando verdadeiramente deitamos muita coisa cá para fora e que a nossa alma sossega. Já falámos aquele assunto mais difícil com o nosso amor daquele momento, já expusemos as nossas dúvidas e incertezas à melhor amiga, já contámos aquela situação caricata que nos aconteceu no trabalho ao grupo de amigos. Vale tudo. Gosto mesmo muito destes momentos de verdadeira partilha. Vivemos numa sociedade onde tudo acontece demasiado rápido, onde o consumo imediato é a palavra de ordem, uma sociedade que nos ensina a sermos pouco pacientes. O tempo nunca chega para nada entre obrigações familiares e profissionais. Mas, de vez em quando sabe bem parar. Para apenas conversar.

 

11
Fev19

Crazy little thing called love

Alex

 

860AD5F4-239B-4154-AA03-6E63305E437D.jpeg

 

'Há quem tenha dificuldade em abrir-se para o amor. Há quem tenha nascido para o amor. Outros... outros andam à procura. À procura de alguém que os ame da forma que merecem.'

You, Netflix*

 

Depois de mais um episódio da série que me tem feito companhia no sofá fiquei a pensar sobre como somos nós à luz do amor. Cada pessoa sente, naturalmente, o amor à sua maneira. Muitos têm dificuldade em dar-se, em mostrar e partilhar afetos. Não significa que sejam desprovidas de sentimento, simplesmente têm maior dificuldade em expressar-se. O que, em última instância, pode magoar bastante não só o próprio como as pessoas que o rodeiam, pois podem não compreender um feitio assim.

 

Outros há que são amor da cabeça aos pés. Vivem este sentimento intensamente. São eternos apaixonados. Para este tipo de pessoas, o amor é fácil. Deixam-se conquistar com a maior naturalidade e leveza do mundo. As emoções são vividas de uma forma muito profunda, bem como as tristezas e as perdas. No amor, são como montanhas russas. Tudo ou nada. O que também pode não ser fácil de lidar.

 

E, depois, existem aqueles que procuram apenas alguém que os ame da forma que merecem. Claro que, para cada um de nós, esta forma é diferente. Mas acredito que, a essência será muito parecida. Acredito que todos procuramos no outro mais ou menos as mesmas coisas, ou seja, o companheiro(a), o amigo(a), aquela nossa pessoa que, quando algo de bom ou mau nos acontece, é a primeira com quem queremos conversar. Aquela pessoa que nos faz querer ser melhores e que vê o melhor de nós também. Aquela pessoa que nos trata bem, que nos mima, que tem um abraço casa e uma paciência feita de açúcar. Aquela pessoa que nos sabe dar espaço quando precisamos. Aquela pessoa que sabe exatamente o que gostamos na mesa, na música, no cinema e no que vestir. Cabe-nos a nós e ao nosso amor próprio termos força suficiente para não aceitarmos menos que a simplicidade das coisas básicas. Como costumo dizer existem os mínimos olímpicos. E, sem estes, o amor não pode ser amor.

 

*Guinevere Beck (Elizabeth Lail) é uma aspirante a escritora, que vê sua vida mudar completamente ao entrar numa livraria em East Village, onde conhece o charmoso gerente, Joe Goldberg (Penn Badgley). Assim que a conhece, Joe tem certeza de que ela é a rapariga dos seus sonhos, e fará de tudo para conquistá-la — usando a internet e as redes sociais para descobrir tudo sobre Beck. O que poderia ser visto como paixão transforma-se numa obsessão perigosa, uma vez que Joe não vai medir esforços para tirar de seu caminho tudo e todos aqueles que podem ameaçar seus objetivos.

07
Fev19

Espelho meu, espelho meu, há algum coleguinha mais estúpido que o meu?

Alex

0FC242DA-79B5-4797-A8BF-CBAFCC8E665D.jpeg

 

O mundo empresarial e toda a fauna que encontramos ao longo da nossa vida profissional já foi tema aqui no blog e irá, certamente, continuar a ser. O tema de hoje prende-se com a inflexibilidade dos próprios colegas, o que me leva à seguinte questão: têm os colaboradores que não têm filhos ser prejudicados em função dos que têm? Existem sempre dois pesos e duas medidas infelizmente. Se uma pessoa chegar um pouco mais tarde do que a sua hora porque vai levar a criança ao karaté, à natação, à escola ou qualquer outra coisa deste género é bem encarado e não tem problema nenhum. É legítimo e considera-se que é uma mãe ou pai extremoso mas, por outro lado, se a pessoa não tem filhos e chega um pouco mais tarde porque ELA PRÓPRIA tem uma atividade, pratica um desporto ou vai à fisioterapia é uma irresponsável. O mesmo se passa com as férias. Quem tem filhos tem que tirar férias em Agosto porque a creche ou a escola fecham e não tem com quem deixar as crianças. Mas, se não tens filhos, podes só fazer férias no inverno que também está muito bem.

 

Confesso que esta forma meio mesquinha de encarar a conjugação da vida pessoal com a vida profissional me irrita bastante. As equipas que melhor funcionam são aquelas onde mais respeito existe pelo outro, ou seja, onde cada um se sente realizado e equilibrado. Não temos todos que ter contextos pessoais iguais (e ainda bem!!) e não temos todos que valorizar o mesmo, quer no trabalho quer na vida pessoal. Por isso, caros colegas, há espaço para que todos nos possamos sentir bem. Não é necessário castigar quem não tem filhos e gosta de fazer outras coisas que não só trabalhar e viver em função das crianças. Sou defensora de um local de trabalho com abertura para que TODOS nos possamos sentir bem e que seja equilibrado (sempre o mais difícil!!). Eu não me importo que os pais e as mães saiam todos os dias às 16h para ir buscar os filhos ou que fiquem sistematicamente em casa porque é necessário. Se preciso for até asseguro o seu trabalho. Mas, guess what, temos que ser uns para os outros. Caso contrário da próxima vez que sair para ir buscar a sua criancinha à escola, vai levar exatamente com o mesmo tipo de comentário que eu tive que ouvir de si hoje pela manhã. E é isto.

05
Fev19

O carteiro toca sempre duas vezes

Alex

D9CB21B4-F1E9-4357-854C-E7AE17731BC7.jpeg

 

 

Esta coisa da era moderna dos emails, das clouds, dos facetimes é tudo muito giro e facilitador mas a verdade é que continuo a ser uma old-fashioned em muitas coisas. Por exemplo, não consigo deixar de usar uma agenda em papel. Vendam-me as ideias que quiserem mas eu adoro escolher uma nova agenda que me vai acompanhar nas aventuras desse ano. Adoro poder riscar, alinhar, planificar à vontade, organizar o calendário, colar post-its, fazer notas e mais notas e ainda nenhum gadget me conseguiu transmitir a mesma sensação.

 

O mesmo se aplica às cartas e postais. Parece já coisa do século passado. Hoje ninguém envia uma carta ou um postal. Entopem-se as caixas de email, enviam-se mil mensagens de whatsapp mas ninguém pega numa caneta para simplesmente escrever. Lembro-me bem, na minha infância, de escrever a vários amigos e viver tudo isso com um enorme entusiasmo. Era sempre com grande ansiedade que ia ver a caixa do correio. Teria chegado mais uma carta? A sensação de rasgar o envelope e descobrir cada palavra é única. Acho mesmo que o facto de dedicarmos uns minutos a escrever uma carta ou um postal a alguém torna tudo ainda mais especial. Confesso que guardo religiosamente numa caixinha todos as cartas, postais, recadinhos, post-its que me escrevem!

 

Por isso, fica o desafio. Escrevam mais, ponham no papel aquilo que é importante para vocês. E, no mês dedicado ao Amor, porque não surpreenderem alguém assim?

01
Fev19

O amor chega?

Alex

 

46CC1002-8506-42AE-AE40-72F71A74DDD4.jpeg

 

Dei por mim a pensar sobre o amor e sobre se este é suficiente para manter duas pessoas juntas que se gostam verdadeiramente. Na minha conceção romântica da coisa eu diria que este é sempre razão bastante para que duas pessoas fiquem juntas. Se existe amor, existe vontade. E quando existe vontade, tudo se consegue. Mas, infelizmente, a vida leva-me a dizer o contrário. Vários são os exemplos à minha volta e até situações que eu própria vivi que me levam a dizê-lo com esta convicção. Sobretudo quando já se vive um amor mais maduro, não aquele amor de juventude que nos faz cometer as maiores loucuras só porque sim.

 

Quando já passámos por muito na vida é com maior entendimento que, muitas vezes, percebemos que por muito que se goste de outra pessoa… o amor não chega. Ou porque os feitios são diferentes ou porque os projetos de vida não coincidem. E isto não tem nada de errado. Mas não deixa, tantas vezes, de magoar. À medida que vamos envelhecendo vamos ficando menos tolerantes com determinados comportamentos. Os feitios começam a vincar-se mais e entramos em rota de colisão. É um caminho que não tem volta. Nuns casos aguenta-se mais, noutros menos. Pode demorar anos mas a separação é inevitável. Com a idade ficamos mais despertos para o facto do relacionamento ter que somar. Se não nos acrescentar nada então mais vale seguir caminhos separados. O mesmo se aplica quando duas pessoas têm objetivos de vida completamente diferentes. Um quer casar, o outro não. Um quer filhos, o outro não. Um quer viver na cidade, o outro no campo. Um quer carreira, o outro quer família. Um quer passear, o outro quer ficar em casa. Um quer tempo, o outro não tem disponibilidade. Neste caso, nem o amor chega. As diferenças começam a acentuar-se e a rutura vai acabar por se dar a qualquer momento.

 

Mas, apesar de tudo isto, a menina que vive em mim vai sempre querer acreditar que o amor tudo supera. Que é possível chegar a um equilíbrio, que se duas pessoas quiserem muito arranjam forma de conseguir que funcione. Um cede nuns assuntos, o outro noutros. E será sempre com base neste respeito pelo outro que o amor se vai instalando e que fará com seja possível viver uma relação saudável e tranquila.

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D