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As Tralhas da Alex

05
Fev19

O carteiro toca sempre duas vezes

Alex

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Esta coisa da era moderna dos emails, das clouds, dos facetimes é tudo muito giro e facilitador mas a verdade é que continuo a ser uma old-fashioned em muitas coisas. Por exemplo, não consigo deixar de usar uma agenda em papel. Vendam-me as ideias que quiserem mas eu adoro escolher uma nova agenda que me vai acompanhar nas aventuras desse ano. Adoro poder riscar, alinhar, planificar à vontade, organizar o calendário, colar post-its, fazer notas e mais notas e ainda nenhum gadget me conseguiu transmitir a mesma sensação.

 

O mesmo se aplica às cartas e postais. Parece já coisa do século passado. Hoje ninguém envia uma carta ou um postal. Entopem-se as caixas de email, enviam-se mil mensagens de whatsapp mas ninguém pega numa caneta para simplesmente escrever. Lembro-me bem, na minha infância, de escrever a vários amigos e viver tudo isso com um enorme entusiasmo. Era sempre com grande ansiedade que ia ver a caixa do correio. Teria chegado mais uma carta? A sensação de rasgar o envelope e descobrir cada palavra é única. Acho mesmo que o facto de dedicarmos uns minutos a escrever uma carta ou um postal a alguém torna tudo ainda mais especial. Confesso que guardo religiosamente numa caixinha todos as cartas, postais, recadinhos, post-its que me escrevem!

 

Por isso, fica o desafio. Escrevam mais, ponham no papel aquilo que é importante para vocês. E, no mês dedicado ao Amor, porque não surpreenderem alguém assim?

01
Fev19

O amor chega?

Alex

 

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Dei por mim a pensar sobre o amor e sobre se este é suficiente para manter duas pessoas juntas que se gostam verdadeiramente. Na minha conceção romântica da coisa eu diria que este é sempre razão bastante para que duas pessoas fiquem juntas. Se existe amor, existe vontade. E quando existe vontade, tudo se consegue. Mas, infelizmente, a vida leva-me a dizer o contrário. Vários são os exemplos à minha volta e até situações que eu própria vivi que me levam a dizê-lo com esta convicção. Sobretudo quando já se vive um amor mais maduro, não aquele amor de juventude que nos faz cometer as maiores loucuras só porque sim.

 

Quando já passámos por muito na vida é com maior entendimento que, muitas vezes, percebemos que por muito que se goste de outra pessoa… o amor não chega. Ou porque os feitios são diferentes ou porque os projetos de vida não coincidem. E isto não tem nada de errado. Mas não deixa, tantas vezes, de magoar. À medida que vamos envelhecendo vamos ficando menos tolerantes com determinados comportamentos. Os feitios começam a vincar-se mais e entramos em rota de colisão. É um caminho que não tem volta. Nuns casos aguenta-se mais, noutros menos. Pode demorar anos mas a separação é inevitável. Com a idade ficamos mais despertos para o facto do relacionamento ter que somar. Se não nos acrescentar nada então mais vale seguir caminhos separados. O mesmo se aplica quando duas pessoas têm objetivos de vida completamente diferentes. Um quer casar, o outro não. Um quer filhos, o outro não. Um quer viver na cidade, o outro no campo. Um quer carreira, o outro quer família. Um quer passear, o outro quer ficar em casa. Um quer tempo, o outro não tem disponibilidade. Neste caso, nem o amor chega. As diferenças começam a acentuar-se e a rutura vai acabar por se dar a qualquer momento.

 

Mas, apesar de tudo isto, a menina que vive em mim vai sempre querer acreditar que o amor tudo supera. Que é possível chegar a um equilíbrio, que se duas pessoas quiserem muito arranjam forma de conseguir que funcione. Um cede nuns assuntos, o outro noutros. E será sempre com base neste respeito pelo outro que o amor se vai instalando e que fará com seja possível viver uma relação saudável e tranquila.

31
Jan19

O Clube Lisboeta

Alex

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Acordar sem despertador ao fim de semana, arranjar-me sem pressas e sair para tomar uma das refeições que mais gosto. Não existe alegria maior do que um farto e delicioso brunch. As ofertas são muitas e variadas, sobretudo em Lisboa, por isso, sempre que posso aproveito para experimentar mais um local. O destino, desta vez, foi o Clube Lisboeta na companhia da mana e do Sr. Tralhas. Fica na Rua da Escola da Escola Politécnica, ali bem perto do Rato. O espaço, amplo e com uma decoração moderna e minimalista, fazia manter a expectativa elevada.

 

Existem duas opções de brunch disponíveis todos os dias até às 17h. A primeira tem panquecas de cacau, geleia do clube, banana e calda de chocolate; uma tosta de ovos mexidos e requeijão tradicional, pesto de ervas e brotos e um bowl de iogurte natural, compota do Clube de frutas da época, mel e granola caseira de curcuma; café ou chá e sumo do dia (16€). A segunda opção é composta por uma tosta de abacate, com pico de Gallo (tomate cherry, cebola roxa, malagueta e coentro) e folhas verdes; tapioca de queijo da Serra, banana e canela; bowl de iogurte natural, frutas frescas, mel e granola do Clube com nibs de cacau; café ou chá e sumo do dia (20€). 

 

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A ideia inicial era diversificar (tal e qual se faz nos investimentos!!) e pedir os dois brunchs para experimentar. Mas, como não houve consenso, acabámos por preferir todos a primeira opção. Confesso que gostei bastante da tosta de ovos mexidos e requeijão tradicional, pesto de ervas e brotos e do bowl de iogurte natural, compota do Clube de frutas da época, mel e granola caseira de curcuma. O sumo do dia, de melancia e gengibre, era bom (apesar da quantidade ser um pouco limitada!). A grande deceção foram mesmo as panquecas. A conjugação do cacau com a geleia de frutos do bosque e a calda de calda de chocolate não é, a meu ver, feliz. Torna tudo demasiado pesado e enjoativo, sobretudo para quem não adora chocolate. Na apreciação geral não é um mau brunch, continua a ter nota positiva mas não entra diretamente para o meu Top 5. Qualquer das formas se tiverem oportunidade, experimentem. Fico à espera do vosso feedback!

21
Jan19

Todas as coisas maravilhosas

Alex

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Ir ao teatro. Acordar sem despertador. Ouvir música bem alto no carro e cantar a plenos pulmões. Abrir uma nova agenda. Comer arroz de atum e ovos mexidos. Escrever no blog. Dar beijos e abraços em quem gosto. Passar o dia na praia e comer bolas de berlim. Tomar banhos de imersão. Assistir aos concertos do Sr. Tralhas. Correr. Receber os amigos em casa. Procrastinar no sofá (séries e filmes até não aguentar mais!). Tudo isto poderia fazer parte da minha lista de coisas maravilhosas.

 

Este foi precisamente o ponto de partida para a peça «Todas as coisas maravilhosas» que fui ver esta sexta-feira. O dramaturgo inglês Duncan Macmillan escreveu a peça e, no nosso país, foi Ivo Canelas que interpretou este monólogo de forma magistral. O Estúdio da Time Out, no antigo Mercado da Ribeira, recebe-nos de uma forma bastante crua, numa sala simples apenas com cadeiras dispostas em forma de arena. No seu centro, Ivo brilha sozinho ao contar a história de uma criança (agora já adulta) que começa aos 7 anos a escrever uma lista com todas as coisas maravilhosas que existem no Mundo para combater as tentativas de suicídio da mãe. O público é chamado não só a participar mas também a deixar-se envolver na história sob várias perspetivas.

 

Os temas centrais são duros, a depressão, as crises existenciais, a morte mas a mensagem é tão simples e, por isso, tão bonita. Emocionei-me. Mas também ri bastante. Gargalhadas sinceras. Esta lista começa como uma tentativa desta criança de chamar a atenção da sua mãe para todas as coisas maravilhosas que existem. No entanto, ao longo da vida, o seu conteúdo vai-se alterando mas a sua essência mantém-se. A lista não cumpriu o propósito de evitar uma tragédia familiar mas conseguiu transformar a vida deste menino feito homem. A peça fala sobretudo da morte mas é um elogio à vida. E, por muito que por vezes tenhamos dificuldade em ver, ela tem coisas muito boas. Talvez este seja um exercício que todos nós devêssemos fazer. Andamos tantas vezes com a vida cheia de «coisas» e não paramos para pensar um pouco sobre o quão maravilhosas elas podem ser. Não precisam ser grandes. Só precisam fazer-nos felizes. E isso, é o melhor que podemos levar disto tudo.

 

 

(infelizmente a peça já não está em cena mas espero que façam uma reposição em breve para que possam ter a oportunidade de ver)

15
Jan19

#seeusoubesseescreverassim

Alex

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'há quem associe a alma a algo poético, quase místico, que apenas existe de forma simbólica. já eu vejo a alma de quem me rodeia todos os dias, nas coisas mais pequenas da vida. uma música, uma imagem, uma frase, uma forma de estar, de viver. isso para mim é a alma, aquela coisa que nos distingue e identifica sem sabermos explicar o que é. e as almas gémeas conhecem-se aí: na forma igual como olham para o mundo, como completam as frases que o outro diz, como pensam da mesma maneira, como, ao longo dos anos, crescem no mesmo sentido. como evoluem iguais.

por isso, fui perdendo muitos amigos ao longo da vida. pessoas doces, adoráveis, próximas, mas que no fim do dia descobrimos que não tínhamos a mesma alma. que a vida que queríamos viver era diferente, incompatível. com a idade - ou direi antes, com a maturidade - fui percebendo que não tem mal deixar cair quem não me energiza. que não tem mal ficar mais longe de quem não sente o mesmo pulsar no dia. porque o tempo não dá para tudo e temos de optar por quem nos completa. simples. estaremos lá se for preciso. mas não estamos lá sempre que é possível.


por isso, fui encontrando muitas almas gémeas ao longo da vida. são poucas, mas são a sério. aquelas pessoas que não falamos meses, mas com quem se partilha uma música nova e a outra pessoa diz: descobri isso ontem. era impossível. as almas iguais conhecem-se na diferença: deliramos com a mesma imagem que mais ninguém se apercebeu, ouvimos o mesmo vinyl que mais ninguém ouve, comemos o mesmo sabor agri-doce picante que mais ninguém quer experimentar. sim, porque escolhemos sempre o mesmo prato da ementa, mesmo quando é todos os dias diferente. estas almas tem hábitos tão estupidamente iguais que irritam, como simplesmente não usar guarda-chuva. só porque não. coisas destas, tão pequenas, mas que sabemos, por isso, tão estranhamente únicas. por serem tão próximas, é lindo quando fazemos algo - um gesto ou uma acção - que emociona essa pessoa. porque o brilho dos olhos é igual, em quem dá e em quem recebe. são coisas, pequenas, mas nossas.
só, estranhamente, nossas.'

 

J.D. in Momentos

10
Jan19

A energia poética do Cirque du Soleil

Alex

 

 

Tudo gira em torno do “Ovo” que dá precisamente nome a mais um espetáculo do Cirque du Soleil. Esta não foi a minha estreia nesta matéria mas não podia deixar de partilhar convosco a experiência. A primeira vez que assistimos a um espetáculo deste género saímos verdadeiramente maravilhados com tudo o que se passa na sala. E, quer queiramos quer não, a primeira vez marca-nos de uma forma indelével. Este ano tive a oportunidade de viver a experiência de forma distinta, não só porque não sendo a minha estreia já sabia o que esperar mas também porque os lugares na plateia (praticamente dentro do palco!!) deram para ter uma perspetiva muito mais real de tudo o que se passa.

 

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O espetáculo começa com uma pontualidade britânica, à qual não estamos habituados em Portugal mas que muito prezo e é completamente inegável a qualidade e os altos padrões para que o Cirque du Soleil nos transporta. Durante cerca de 2h assistimos a um desfile de números artísticos de alta qualidade, não só pela performance dos artistas em palco (eu diria até atletas!) mas também pelo guarda roupa, maquilhagens, cenografia, música (ao vivo) e pela própria construção do espetáculo. A soma de tudo isto leva-nos para um mundo quase mágico, onde tudo parece fácil e possível. Quando damos por nós já fomos transportados para um eco sistema cheio de vida e de cor, onde insetos trabalham, comem, rastejam, brincam, lutam e até se apaixonam. E, como sabem, para mim tudo fica ainda melhor com uma bonita história de amor. É o caso, pois acabamos por assistir à história de um amor inocente entre uma sedutora Joaninha e o inseto desajeitado que nasce do ovo invulgar.

 

 

Os preços dos bilhetes não são amigáveis mas a experiência vale cada euro. Se ainda não têm programa para os próximos serões, informo que poderão ter a oportunidade de ver o espectáculo no Altice Arena, no Porque das Nações em Lisboa, até ao próximo Domingo, dia 13 de Janeiro. Não sei se ainda há bilhetes disponíveis mas é uma questão de espreitarem. Altamente recomendado!

 

O Cirque du Soleil nasceu de um grupo de 20 artistas de rua no início de 1984 e hoje é a maior companhia de entretenimento artístico de alta qualidade do mundo. O Cirque du Soleil, sediado no Québec (Canadá), conta atualmente com 4000 funcionários, entre os quais mais de 1300 artistas, provenientes de 50 cidades diferentes.

31
Dez18

O meu Top 10 de 2018

Alex

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O ano está a chegar ao fim. Muito aconteceu e não quis deixar de partilhar convosco algumas coisas que foram importantes. Não estão necessariamente pela ordem de importância mas aqui ficam as 10 coisas que mais me marcaram em 2018:

 

1. Viagem a NYC no Natal

 

Quando a ideia desta viagem surgiu não fiquei logo convencida. Foram necessários alguns dias e alguns telefonemas para que a decisão fosse positiva. Hesitei, tive dúvidas mas hoje agradeço ter ido. Era uma cidade que há muito queria conhecer. Cosmopolita como eu, tinha a certeza que iria gostar bastante. Não me enganei. E valeu ainda mais ter ido nesta quadra. As iluminações de Natal, as pistas de gelo, as grandes montras coloridas, tudo se fez ainda mais sentido. Não passei o Natal com a família mas não me esqueci deles um segundo. Obrigado Sr. Tralhas por este Natal diferente mas especial!

 

 2. ½ Maratona Madrid

 

Há dois anos atrás quando estive em Madrid a fazer a prova de 10k prometi à Bábi que voltaríamos no ano seguinte para fazer os 21k. Em 2018, cumprimos. Apesar de no início do ano ter estado bastante doente, o que me inviabilizou boa parte do plano de treino, consegui terminar a meia maratona. Mais um momento de superação. Obrigado Bábi! Obrigado Pedro, não só pelo teu desempenho como por me teres acompanhado a partir do km 15 até à meta!! Para o ano lá estaremos para corridas, tapas e canhas!!

 

3. Aprender Kizomba

 

Numa fase menos boa deste ano resolvi sair da minha zona de conforto e ir aprender uma dança. Por um acaso da vida apareceu o kizomba. Gosto muito de dançar e esta novidade teve um papel muito importante para o meu bem estar. Estou pronta para ir para África pôr em prática tudo o que aprendi.

 

4. Agenda Cultural = Concertos + Restaurantes + Teatro + Festivais

 

Quem me conhece sabe que eu não vivo bem sem uma agenda cultural recheada. 2018 foi um ano cheio de bons concertos, visitas a novos restaurantes, brunches, idas ao teatro e ao cinema. Não consigo mencioná-los todos mas aqui ficam alguns programas que mais gostei durante este ano (alguns deles tiveram direito a destaque aqui no blog): Concerto Lenny Kravitz, Fados na Mesa de Frades, Copos no Old Vic, fins de semana na Matinha, Almoços no Bar do Fundo, Concerto do Ben Harper e Charles Musselwhite, Jogos do Glorioso na Luz, Jantares no Água pela Barba, Concertos top no Rock in Rio, brunches no Marieta em Madrid, compras em NYC…

 

5. Regresso a Pedras d’El Rei

 

As minhas férias de verão na infância foram passadas na Praia do Barril em Pedras d’El Rei (Tavira). Guardo muito boas recordações desse tempo. De ir de comboio para a praia, de adormecer depois de almoço com o pai a ouvir a Volta a Portugal na tv, dos gelados à noite no Bar da Nora, dos mergulhos na piscina do aldeamento, de ir comprar presentes ao Bazar Tanger em Tavira, de ir comer polvo a Santa Luzia, de ler muito, de telefonar às amigas da cabine telefónica. Não ia a Pedras d’El Rei há muitos anos. Voltei lá em Junho para uns dias de descanso. A meteorologia não ajudou mas valeu a pena ter ido. Os cheiros, as cores transportaram-me às férias da minha infância. E foi tão bom.

 

 6. Parques de Diversões

 

O Sr. Tralhas é grande fã de parques de diversões e, sobretudo, de montanhas russas. Aqui a Alex é medrosa e tem vertigens. Ora, a combinação não podia ser pior. Em Agosto fomos passar um fim de semana a Madrid com direito a passagem pelo Parque Warner Bros. Com um misto de medo e curiosidade e muito incentivo do Sr. Tralhas lá subi às montanhas.. e não é que gostei??!

 

7. Férias de Caravana

 

Grande experiência de 2018. Pelos caminhos do Norte de Portugal e Espanha. Importante ter espírito aberto e viajar com um grupo de amigos que tenha o mesmo registo. Obrigado Sr. Tralhas, Henrique e Bruno pela boa disposição a bordo. Do melhor que há… aquele churrasco perto de Pueblo de Sanabria e o ‘cabeleireiro’ de Soajo!! Momentos que vão ficar para a história! E, sem dúvida, voltarei a repetir o passeio!

 

8. Viagem a Estocolmo

 

Por alguma razão que não sei explicar viajo sempre em Março. O final do 1º trimestre parece-me uma boa altura para fazer um fim de semana prolongado ou uma escapadela além fronteiras. Este ano o destino foi Estocolmo na Suécia. Fui muito bem recebida pelo Vasco que, trabalhando e vivendo lá, desempenhou de forma exemplar o papel de cicerone! Gostei bastante da cidade apesar do frio. E não posso deixar de mencionar os Kanelbullar, os famosos bolinhos de canela (que também podem encontrar no IKEA!) que me souberam pela vida com um bom Latte. Sem dúvida, os restantes países nórdicos estão na minha wish list de 2019.

 

9. Criação d’As Tralhas da Alex

 

Se hoje existem As Tralhas da Alex devo-o, sem dúvida, ao Sr. Tralhas que, em Abril, foi o grande impulsionador de tudo isto. A vontade já a tinha há bastante tempo mas andava a procrastinar. Faço amanhã, vejo depois, ainda não é o timing, enfim… as desculpas do costume! Sei que o blog nunca terá grande alcance mas essa não é a principal motivação. Gosto de escrever. E, mais do que isso, gosto de partilhá-lo convosco. Obrigado por me lerem e por me enviarem as vossas palavras de incentivo! Sei que não escrevo com a regularidade que um blog necessitaria mas, não quero escrever por obrigação. Escrevo quando me apetece e publico quando entendo relevante. É esse o prazer disto tudo!

 

10. Cuidar do Nikko

 

Quando a Bábi me falou da sua aflição sobre onde deixar o recém membro da família durante uma viagem longa que iria fazer, consultei o Sr. Tralhas e, tendo ele experiência com a bicharada, aceitámos ficar com o Nikko até ao regresso dos seus ‘pais’. Para mim foi, sem dúvida, uma grande aprendizagem. Os que me conhecem sabem o pânico que tenho aos bichos em geral e aos cães em particular (obrigado traumas do passado!!) e, portanto, foi com grande surpresa que todos me viram neste registo. O Nikko é um fofinho. Porta-se bem mas, como qualquer animal que tenhamos, requer atenção, cuidados e carinho. Correram muito bem as suas férias connosco e tenho muitas saudades dele. Quem sabe se esta aventura não abriu o apetite para que futuramente venha a ter um cão?!

 

Vemo-nos aqui pel’As Tralhas da Alex em 2019, ok? Feliz Ano Novo a todos!!

28
Dez18

#breakeven

Alex

 

 

Ontem ao ir para casa depois de um dia de trabalho difícil e ainda com o jetlag no corpo vinha a pensar na noção de equilíbrio e em como isso é tão importante na nossa vida e no nosso bem estar. Amor e trabalho. Vida pessoal e vida profissional. Muitas vezes, o que acontece é que estas parecem duas dimensões que dificilmente se cruzam. Quando os amores vão bem, o trabalho está uma porcaria e, geralmente, quando estamos muito bem no trabalho, o nosso coração é sacrificado. Como para tudo na vida, entendo que, o mais difícil é chegar ao equilíbrio de ambas. Funciona quase como atingir o break even, ou seja, aquele momento em que nos sentimos realizados tanto no trabalho como no amor.

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Mas, cada um de nós, valoriza coisas diferentes. Uns fazem tudo por uma carreira bem sucedida (signifique isso o que significar!!). Outros privilegiam ter uma vida familiar estável e tranquila. No meu caso, o mais importante é a segunda dimensão. Família, amigos e amor. É isto que me realiza. De que serve ter uma carreira de topo, ganhar muito dinheiro, se depois não se tem ninguém para partilhar as alegrias e as dores? De que serve uma carreira de sonho para, ao fim do dia, se chegar a uma casa vazia?

 

Como em tudo na vida, o equilíbrio é o mais difícil. E, tantas vezes, trata-se mesmo de um exercício, ou seja, tentar ir balanceando as coisas na medida certa. Umas vezes a dimensão particular vai melhor e a profissional não tão bem ou vice-versa. Não há segredos e também não há soluções mágicas. Cada pessoa vive estas realidades de maneiras diferentes. Mas, seja qual for o vosso caminho e a vossa escolha sigam por aquilo que vos faz mais feliz. Afinal de contas, é tudo o que de cá levamos.

21
Dez18

Dezembro, o mês do Natal

Alex

Adoro Dezembro e tudo o que este mês traz. É o mês do meu aniversário (e de muitas pessoas que me são queridas!) mas é também o mês de uma das alturas do ano que mais gosto. O Natal. A verdade é que gosto muito desta altura do ano pela atmosfera que se vive. As pessoas tendem a ser mais generosas, as ruas iluminam-se, as casas decoram-se a rigor, as mesas enchem-se de boas iguarias, as tradições saem das gavetas e tudo parece fluir melhor. Gosto da azáfama dos dias e do sentido de família que o mês nos acresenta.

 

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Para mim as cores bonitas do Natal são estas. É, sem dúvida, uma altura de Amor. É quando a família que está longe se encontra novamente, é quando somos mais simpáticos com aquele colega meio chato, é quando fazemos as boas acções que nos esquecemos no resto do ano. O verdadeiro espírito do Natal é este. De Amor, de carinho, de altruísmo. O que realmente me faz gostar um pouco menos da época é mesmo o consumismo em torno da data. Os centros comerciais ficam impossíveis e as pessoas parecem ter ensandecido, tal é a correria aos presentes. E, nesta matéria, confesso que acho muito aborrecido ter que comprar um presente a alguém porque é Natal e 'tem que ser'. Funciona como uma obrigação e retira o prazer do acto de dar. No caso de quem passa o Natal com crianças o caso ainda é mais gritante. Enchemos as nossas crianças de brinquedos com os quais, a grande maioria das vezes, elas pouco ou nada brincam e depois atiram para o cesto do esquecimento. Parece-me um exagero. É todo este lado mais comercial que me entristece no Natal.

 

Mas, apesar disto, continuo a adorar esta altura tão cheia de tradições. Este ano não estarei com os 'meus', não irei à Missa do Galo, não irei beijar o Menino, não irei ver o grande fogo de madeiros a arder no adro da Igreja, não irei ficar à lareira a beber vinho do Porto e a comer After Eight mas levo a minha querida família no coração e o meu pensamento estará com eles. A vocês todos, pessoas que me são queridas, aqui ficam os meus Votos de um Santo e Feliz Natal para todos. Que esta correria não vos deixe esquecer do que realmente é essencial. Coisas essas que não costumam vir embulhadas em papel.

 

29
Nov18

Elogio ao Amor

Alex
O Miguel Esteves Cardoso é, possivelmente, o meu escritor contemporâneo português favorito. Hoje partilho convosco este seu texto sobre um dos meus temas preferidos, o Amor. Porque, como romântica incurável que sou, continuo a acreditar que é ele que torna a nossa vida muito mais colorida. Como o próprio afirma.. 'amor é amor' e todos merecemos um assim daqueles mesmo bons. Um amor feito de carinho e respeito mas também um amor de rebentar os botões das camisas e de nos permitir fazer as maiores loucuras só porque sim. Um amor doce e um amor louco ao mesmo tempo. Continuo a acreditar que é possível.
 

"Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão.

Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.
Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido....Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem.

A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.
Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira.

E valê-la também." (Elogio ao Amor, Miguel Esteves Cardoso)

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