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As Tralhas da Alex

26
Jul19

Comer, Treinar, Amar

Alex

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Nunca fui pessoa de me preocupar muito com aquilo que comia. Como boa alentejana que sou, sou também um bom garfo. Sou gulosa e gosto de comida que conforte o estômago e a alma. Como praticava bastante desporto, nomeadamente corrida, o que comia nunca era um problema para mim. Abusava nos hidratos, nos açúcares e nas gorduras saturadas sem grande preocupação e sem notar grandes oscilações de peso. Ora bem, quando, por várias razões, abrandei (ou quase parei) o exercício e continuei a fazer o mesmo tipo de alimentação, o corpo começou a reclamar. Ficava constantemente mal disposta e a balança não parava de aumentar. Comecei também, por estar mais velha, a notar o metabolismo muito mais lento e o resultado foram mais uns 7-8kgs acima do peso com o qual me sinto confortável.

 

Há uns meses atrás decidi que estava na altura de contrariar este cenário, não só por uma questão estética mas, acima de tudo, por uma questão de saúde. O primeiro passo foi regressar aos treinos e, para isso, juntei-me a um casal de amigos em conjunto com o Sr. Tralhas, para fazermos dois treinos semanais orientados por um personal trainer. Para as lontras que, como eu, detestam ginásios esta é a solução indicada. No ginásio, sem orientação é difícil motivarmo-nos e não ficarmos com aquela sensação de que andamos por ali perdidos no meio das máquinas sem saber bem o que andamos a fazer. Portanto, com a ajuda do PT e com a motivação extra dos amigos, tudo fica um pouco mais fácil. Os dias e as horas dos treinos estão definidos portanto é só uma questão de organizar bem a agenda e estes passam a fazer parte do nosso dia a dia. Em cerca de quatro meses de treinos senti o meu corpo a, progressivamente, ficar mais forte (olá força nos bracinhos!!). Voltei também a correr. Não com o ritmo e a intensidade com que o fazia dantes mas sinto que tem sido um bom complemento ao treino funcional.

 

A alimentação foi o segundo hábito que tive que alterar. E não comecei a fazer dietas extremas (só a palavra dieta provoca-me arrepios pelo simples facto de me sentir privada de alguma coisa) ou planos detox altamente prometedores. Não me tornei vegetariana, não deixei de comer carne nem peixe. Simplesmente introduzi um conjunto de alterações que podem fazer a diferença na hora de subirmos à balança. Sinto-me bem, menos inchada, menos volumosa. A primeira mudança que fiz na alimentação foram os hidratos. E sim, custou-me bastante, sobretudo cortar no pão (aiii o pão!!). Passei a comer pão só ao pequeno almoço e, de preferência, pão escuro. Acabaram-se os dias da manteiga lá por casa também. Reduzi a quantidade de arroz e massa que comia e se, me apetecer mesmo um destes dois acompanhamentos, dou-lhes preferência na refeição do almoço. As saladas fazem mais parte da ementa, bem como os vegetais. O leite passou a ser sem lactose e as peças de frutas não excedem as três por dia. Cortei a batata das sopas e eliminei as bolachas (as únicas que como são as marinheiras. Adoro a versão com chia!). Bebo cerca de 1,5l de água, o que comparado com os 50ml que bebia antes já é um avanço significativo. Com esta mudança, não quer dizer que tenha deixado de fazer asneiras, sobretudo ao fim de semana onde tenho menos preocupação com o que como. A verdade é que também não quero ser mais papista que o papa e acho que, nestas coisas, não precisamos adotar comportamentos extremos. Continuo a comer um gelado, um hambúrguer, uma pizza ou umas batatas fritas quando me apetece. Só não o faço com regularidade. Acredito que se soubermos equilibrar tudo somos mais felizes. E, neste triângulo amoroso entre alimentação, exercício e balança, tenho-me sentido mais confiante, mais forte e mais saudável.

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