Corteo e a celebração da vida


Esta semana entrei no Altice Arena sem expectativas. Propositadamente não quis ler nem ver nada sobre o espetáculo. Apenas sabia que ia ser bom. Porque é sempre assim quando falamos de um espetáculo do Cirque du Soleil. Corteo não desiludiu. Cada espetáculo desta companhia conta uma história diferente. Se no ano passado com Ovo havíamos entrado num mundo encantado dos bichos ao assistir à história de um amor inocente entre uma sedutora Joaninha e um inseto desajeitado que nasceu de um ovo invulgar, este ano com Corteo fomos transportados para o mundo imaginário dos sonhos.
Mauro, um palhaço sonhador, imagina o seu próprio funeral. Mas, em vez do tradicional luto, assistimos uma alegre procissão. Em vez da sombra e da escuridão, temos um cortejo em festa (quase carnavalesca!). Há anjos que voam sobre a plateia, acrobatas que saltam em camas XXL, contorcionistas penduradas em gigantes lustres, malabaristas que rodopiam dentro de grandes arcos gigantes. Tudo isto em performances de grande perícia atlética devidamente acompanhados de uma banda sonora ao vivo absolutamente irrepreensível. Os momentos mais intensos intercalam com os momentos de um humor quase negro muitas vezes. É esta dinâmica que faz de Corteo uma imensa celebração à joie de vivre!
Um conjunto de mais de 50 artistas de 18 nacionalidades diferentes, entre acrobatas, músicos, atores, cantores e técnicos fazem de Corteo um espetáculo cheio de diversidade e de contrastes. A qualidade é inegável. Está em Lisboa até este Domingo, dia 12. Se ainda tiverem oportunidade de ir, não percam! Como já escrevi aqui no blog, vale cada euro. Recomendado!
