urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:astralhasdaalexAs Tralhas da AlexAlexLiveJournal / SAPO BlogsAlex2020-07-02T16:42:24Zurn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:astralhasdaalex:331842020-07-02T17:34:0010 Dicas para Renovares a tua Casa2020-07-02T16:34:35Z2020-07-02T16:42:24Z<p style="text-align: justify;">Não me sentava ao computador para escrever há meses. Muito por culpa da falta de inspiração (deve ter sido levada pelo confinamento!!) mas também porque me tenho dedicado mais ao Podcast. Já conhecem As Tralhas D’Eles Podcast, hum?! No meio de tudo isto uma mudança de casa também não tem ajudado muito à disponibilidade e calma que é necessária à escrita mas cá estou eu novamente. Escrevo-vos precisamente da minha nova sala. Tem sido um longo percurso de obras e remodelações mas está, finalmente, tudo a compor-se. Como tenho andado muito focada na decoração gostava de partilhar convosco algumas dicas sobre renovar a casa. Volta e meia bate aquela vontade de mudar, não é? Por isso, aqui ficam algumas dicas que vos podem ser úteis se também estão a pensar dar um look novo ao vosso cantinho:</p>
<div style="max-width: 900px; padding: 10px; margin: 10px auto; display: grid; grid-template-columns: repeat(auto-fill, minmax(300px, 1fr)); grid-gap: 20px; align-items: normal;"><img style="padding: 0px; max-width: 100%;" src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B6f1797c2/21851600_OKvZr.jpeg" /><img style="padding: 0px; max-width: 100%;" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B8c170071/21851601_EFkFl.jpeg" /><img style="padding: 0px; max-width: 100%;" src="https://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B09187382/21851602_rY5lD.jpeg" /><img style="padding: 0px; max-width: 100%;" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bee174265/21851603_3FTzW.jpeg" /></div>
<p> </p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><strong>Pôr papel de parede</strong> – No meu caso tinha experiência zero nesta matéria. Sempre achei que ficava lindo mas nunca tinha tido a coragem de me aventurar neste capítulo. Enchi-me de coragem e foi mesmo desta que decidi arriscar na parede do quarto. Sendo uma divisão que se quer muito relaxante procurei um papel com padrão (tentei fugir ao standard das riscas!) mas que ao mesmo tempo não fosse demasiado intenso. Existem muitas opções de cores, padrões e preços, pelo que não há desculpa para não conseguir escolher um. Dependendo do tipo de papel de parede, a tarefa de colocação pode ser mais ou menos árdua. Mas, pela experiência, não me pareceu o bicho de sete cabeças que pensei que fosse. Fica super giro e as divisões ganham uma vida completamente diferente.</li>
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<ol style="text-align: justify;" start="2">
<li><strong>Pintar uma parede de cor diferente </strong>– Caso não queiram aventurar-se com o papel de parede, podem sempre experimentar pintar uma parede de outra cor. Caso tenham a base das paredes branca é muito simples combinar uma qualquer cor. No meu caso escolhi pintar uma parede da sala de cinza e o resultado agradou-me bastante.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<ol style="text-align: justify;" start="3">
<li><strong>Reciclar Mobiliário/Objetos </strong>– Temos sempre peças de mobiliário ou alguns objetos espalhados por casa dos quais já estamos um bocadinho cansados, pelo que aproveitar para lhes dar uma nova vida é uma ótima sugestão não só porque evitamos gastar dinheiro em novas peças como porque, de repente, nos podemos apaixonar por elas novamente. Por exemplo, colocar uns puxadores novos numa cómoda ou até umas tachas pode ser uma solução engraçada. Aqui por casa, acabei por reciclar um móvel que já existia para arrumar vinis. Bastou colocar-lhe uns pés metálicos baratuchos <em>et voilá</em>, parece outro móvel. Também podem optar sempre por pintar móveis de outra cor que ficam muito giros.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<ol style="text-align: justify;" start="4">
<li><strong>Fazer uma composição de quadros/fotografias </strong>– é capaz de ser uma das coisas que mais gosto de ver numa parede. Confere-lhe muita identidade e acho um elemento decorativo relativamente simples de conseguir. Confesso que, no meu caso, o que me custa mais é mesmo escolher as fotos (e ir fazer a impressão!!) porque temos milhentas nos telefones, escolher alguns posters ou quadros porque gosto de muita coisa diferente. Há quem aposte também, por exemplo, em forrar uma parede com pratos de vários tamanhos e feitios. Podem até aproveitar alguns mais antigos que tenham esquecidos lá por casa.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<ol style="text-align: justify;" start="5">
<li><strong>Mudar almofadas, tapetes, cortinas e acessórios decorativos </strong>– Caso não queiram mudanças muito profundas no visual da vossa casa podem optar apenas por trocar aquelas almofadas de que já estão fartos, o tapete ou os cortinados por outros com cores, padrões e texturas diferentes. Eu optei por fazer um <em>restyling</em> completo nesta matéria e acabei por trocar tudo, mudando completamente o jogo de cores da casa.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<ol style="text-align: justify;" start="6">
<li><strong>Alterar a disposição dos móveis </strong>– Esta pode ser uma boa opção para ganharem uma divisão nova com praticamente investimento zero. Idealizem o projeto, tirem medidas, façam um esboço e passem à ação. Basta alterar o <em>lay out</em> de uma divisão (se o espaço assim o permitir) para sentirmos que estamos num local novo.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<ol style="text-align: justify;" start="7">
<li><strong>Dar uma nova vida aos espaços exteriores </strong>– Seja um jardim, um terraço ou uma varanda a quantidade de soluções para os espaços exteriores são imensas e cada vez mais giras. Apostem no mobiliário de exterior como mesas, cadeiras, baloiços, redes e tentem criar, se possível, várias zonas (refeição, lazer, relax). No meu caso, vou passar a ter varandas, pelo que investi também algum tempo no decor desta área. Tratei de arranjar um espaço de refeições, outro de arrumação e outro de relax onde tenho uma cadeira de baloiço e duas de rede. Apostei nas plantas (sobretudo as aromáticas) e na iluminação de exterior para deixar o espaço convidativo e confortável.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<ol style="text-align: justify;" start="8">
<li><strong>Destralhar </strong>– Quando se faz uma mudança penso que este é um dos temas mais importantes, uma vez que é o momento por excelência para fazermos uma limpeza mais a fundo aos armários, estantes e caixas espalhadas lá por casa e aproveitarmos para nos livrar das tralhas que vamos acumulando ao longo do tempo.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<ol style="text-align: justify;" start="9">
<li><strong>Apostar na arrumação/funcionalidade </strong>– Não adianta muito fazer uma mudança só porque fica bonito se, no fim do dia, não é prático nem funcional. Pessoalmente, não gosto de casas muitos cheias de mobiliário, o que torna a tarefa da arrumação um pouco mais complexa. No entanto, uma casa arejada, com arrumação suficiente será sempre mais funcional do que uma que esteja cheia de mobília até ao teto. E, acreditem que, quanto mais móveis tiverem, mais vão tentar enchê-los. Por isso, a palavra de ordem é Destralhar!</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<ol style="text-align: justify;" start="10">
<li><strong>Alterar a iluminação </strong>– Acho a iluminação muito importante numa casa, sobretudo porque, em muitos casos, nos ajuda a criar aquela sensação de conforto (apostem nas luzes mais amareladas para este efeito). Ter vários pontos de luz fixos ou suspensos, especialmente quando as divisões são grandes, é fundamental na decoração de um espaço.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">E vocês quais as vossas dicas no que respeita a decoração de casa? Contem-me tudo!</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:astralhasdaalex:327792020-04-24T11:03:00A minha quarentena é melhor que a tua!2020-04-24T10:04:11Z2020-04-24T10:06:21Z<p class="sapomedia images"><img style="width: 741px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="8CD74A8F-428F-4754-AB8E-1BFB420526C6.jpeg" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B1a17742e/21782585_lKeV5.jpeg" alt="8CD74A8F-428F-4754-AB8E-1BFB420526C6.jpeg" width="741" height="720" /></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;">Parece que estamos todos de quarentena menos as redes sociais. Desde que começou a saga do isolamento obrigatório que, os/as <em>influencers </em>digitais que viviam dentro de muita gente parecem ter ganho vida. De repente, o <em>feed</em> de qualquer rede transformou-se numa espécie de concurso ao estilo ‘a minha quarentena é melhor que a tua’. E, para os que andam mais distraídos, se o quiserem confirmar basta fazer <em>scroll </em>durante dez segundos no vosso<em> Instagram</em> ou no <em>Facebook</em>. A oferta é vasta e diversa: aulas de yoga às 06h da manhã, tele-escola/atividades com os filhos, clássicos da literatura, pão biológico caseiro, aulas de pintura às 18h, workshops de <em>make-up</em>… e mais triliões de atividades que só de as descrever já me sinto cansada.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">A competição (até neste assunto!!) tornou-se real e a luta por quem mostra uma quarentena ‘perfeita’ também. Ao olharmos para as redes parece que estamos perante um concurso de produtividade, onde o mais importante é mostrar ao mundo que, mesmo fechados em casa, somos incríveis e que rentabilizamos muito bem o tempo. Acreditem que eu também sou daquelas que adoro rentabilizar o melhor possível as 24h do meu dia e adoro ter agenda cheia, onde chego ao fim do dia com a sensação de que consegui ‘enfiar o Rossio na Rua da Betesga’ mas, desde que estamos a viver esta situação, que não me sinto assim.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">A verdade é que me tenho sentido mais preguiçosa que o habitual. O exercício quase parou (apenas faço umas corridas curtas de vez em quando), só me apetece comer porcarias, o sofá chama por mim a toda a hora e os pijamas também (até reforcei o stock!) e perdoem-me mas, realmente eu não fui feita para quarentenas. O facto de me sentir assim só piora quando abro as redes, onde um conjunto de pessoas tenta ‘vender’ a imagem de que estão a levar o seu isolamento com muita facilidade quando possivelmente choram por dentro um bocadinho todos os dias. Sabem que não tem nada de errado mostrar que não somos nem super homens nem super mulheres, não sabem? As nossas fragilidades também podem ser muito bonitas. Está sempre tudo bem? Não. Se vamos todos ficar bem? Claro que sim!</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:astralhasdaalex:327462020-04-21T15:03:00A mão invisível2020-04-21T14:03:46Z2020-04-21T14:08:43Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 320px; padding: 10px 10px;" title="67338817-5EB8-43AD-99E9-4B6E4ED69923.jpeg" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B5c186fff/21778009_2lLkf.jpeg" alt="67338817-5EB8-43AD-99E9-4B6E4ED69923.jpeg" width="320" height="314" /></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;">Quase de um dia para o outro vimos a nossa vida mudar por completo. Aquilo que tínhamos como certezas e como garantido alterou-se sem que muitos de nós, nesse momento, percebêssemos bem a dimensão do que viria pela frente. De repente, vimo-nos confinados às nossas quatro paredes, não por escolha mas antes por uma ‘imposição’ (que realmente se impunha pela saúde de todos!!). Quando digo escolha não falo do isolamento voluntário a que muitos aderiram logo mas no sentido em que não nos fechámos em casa porque nos apetecia isso a outra coisa qualquer. Fizemo-lo por que tinha de ser.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">A verdade é que cada um tem lidado com o chamado distanciamento social à sua maneira. No meu caso, nunca fui a pessoa mais caseira do mundo. Sabe-me bem, de vez em quando fazer um domingo de sofá, mantas e séries mas quando o faço é por opção e porque necessito abrandar. Por norma, a minha agenda é sempre bastante cheia entre treinos, voluntariado, jantares, concertos e mil eventos culturais que não gosto de deixar escapar. Sou pessoa de pessoas e não me canso de o dizer. Confesso que me faz falta o contacto e a proximidade física, que espero que possamos retomar em breve. Mas, para já, parece-me que continuaremos fechadinhos nos nossos lares.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">A mim em particular, o facto de estar por casa tem-me posto alguns desafios. Nunca fui escrava do lar, isto é, nunca deixei de fazer outros programas porque tenho que encerar o chão, esfregar a cozinha até esta brilhar ou engomar roupa no dia X porque, caso contrário, o mundo acaba. Isto para dizer que, como costumo passar pouco tempo em casa, não sou propriamente uma fada do lar. Tive a felicidade de ter uma boa educação e sempre fui a habituada (na infância, muitas vezes literalmente obrigada!!) a ter que saber fazer tudo em casa. E sei! Se adoro? Não! Mas, nesta fase, e tendo ficado sem ajuda pelas razões óbvias, sinto que nunca dediquei tanto tempo às lides domésticas como agora. Sinto que passo os dias entre a cozinha, a sala e o quarto sempre em<em> loop</em>. A verdade é que, qual mão invisível, as coisas vão aparecendo feitas em casa. E não há como escapar a isto. Para mim, é aborrecido e maçador. Há coisas piores, claro que sim. Mas hoje, tenho saudades dos dias em que não tinha que me preocupar sete dias por semana com este tipo de questões.</p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:astralhasdaalex:324802020-03-30T16:36:00Olá Podcast2020-03-30T15:41:39Z2020-03-30T22:01:11Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 720px; padding: 10px 10px;" title="CF044EB2-7E3C-4512-A8DD-AADEE427E324.png" src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B61175be2/21747235_yWhsT.png" alt="CF044EB2-7E3C-4512-A8DD-AADEE427E324.png" width="720" height="720" /></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;">Quantas vezes damos por nós a procrastinar sobre coisas que queremos tanto fazer? Sim, é essa a resposta. Imensas vezes. Achamos sempre que amanhã é que vamos conseguir ter disponibilidade suficiente, que na semana seguinte é que vamos ter aquele buraquinho na agenda, que no próximo mês é que a coisa se vai dar. E assim se passam vários meses sem que nada aconteça. Já tive oportunidade de escrever aqui no blog sobre o timing das coisas (<a href="https://astralhasdaalex.blogs.sapo.pt/o-timing-das-coisas-14165" rel="noopener">https://astralhasdaalex.blogs.sapo.pt/o-timing-das-coisas-14165</a>) e continuo a acreditar que o timing é um dos principais responsáveis para que as coisas aconteçam na nossa vida nos momentos certos. Foi assim que, neste tempo de clausura forçada, resolvemos (o Sr. Tralhas e eu) dar vida a um projeto sobre o qual já havíamos falado tantas vezes mas que a quantidade de compromissos encavalitados na agenda ainda não tinha permitido.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Assim nasceram <em>As Tralhas D’Eles</em>, em ligação com o blog, que não são mais do que um conjunto de conversas simples e despretensiosas sobre temas ligados com a atualidade, novas ideias e projetos, sobre sociedade, tecnologia, música, literatura, emoções, livros, escrita e sociedade. Vão encontrar episódios bem dispostos e cheios de sugestões. Para já estamos disponíveis para que nos possam ouvir no <em>Spotify</em> e no <em>Sound Cloud </em>mas contamos, em breve, estar também presentes noutras plataformas das quais aguardamos aprovação.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Espero que nos sigam, que partilhem e que nos façam chegar também o vosso feedback que é tão importante para nós. Deixo-vos o email através do qual nos podem (e devem!) escrever: <a href="mailto:astralhasdeles@gmail.com" rel="noopener">astralhasdeles@gmail.com</a>. Só mais uma coisa, nesta fase, mantenham-se por casa (saindo mesmo só para o indispensável). Quanto mais nos resguardarmos agora, mais cedo voltaremos a retomar o nosso dia a dia normal. Vamos todos ficar bem, ok? Palavra de escuteiro! ;)</p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:astralhasdaalex:320912020-03-18T13:35:00O que visto e a história que conto2020-03-18T13:36:52Z2020-03-18T18:38:50Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 483px; padding: 10px 10px;" title="2F2DED9A-5EB8-44D4-AAD1-13806B436240.jpeg" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B1e1801ed/21730277_PYAG6.jpeg" alt="2F2DED9A-5EB8-44D4-AAD1-13806B436240.jpeg" width="483" height="500" /></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;"><em>‘We dress to tell a story about ourselves and if there is no one to hear our narrative, we’ve been put on mute – turned into mere ectoplasm in pajamas’ <span style="font-size: 8pt;">in The Washington Post</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;">Vivemos tempos desafiantes num mundo global onde um novo vírus veio abalar as nossas certezas e a forma como damos tudo o que temos como garantido. Só em situações limite como a que atravessamos é que percebemos que, de um momento para outro, tudo muda e vemo-nos a braços com algo que jamais pensámos ter que vir lidar. Isso implicou muitas alterações no nosso quotidiano e uma das principais foi o facto de termos que optar por diminuir o contacto social para conter a propagação do vírus, o que significou, nalguns casos ter que trabalhar a partir de casa.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Quando saímos para trabalhar, seja em que área for, vestimo-nos de acordo com a nossa profissão. E, mais do que isso, vestimo-nos de acordo com a história e a mensagem que queremos passar. Os advogados e os homens de negócios nos seus fatos clássicos, os informáticos nos seus <em>hoodies</em>, os operários fabris nos seus macacões. Todos eles passam uma determinada mensagem à sociedade. Desta forma, a maneira como escolhemos vestirmos confere-nos um sentimento de pertença/conetividade a algo. Quando temos que ficar em casa em teletrabalho (nas profissões que assim o permitam!) acabamos por não ter uma audiência direta e, por isso, não temos ninguém a validar a nossa narrativa. Pessoalmente, acredito que, estando a trabalhar a partir de casa, seja difícil separar o que é trabalho do que é lazer. E isso pode começar na forma como nos vestimos. Se ficarmos em pijama ou fato de treino o dia todo é mais fácil perdermos o foco. Parece ridículo, mas as roupas permitem-se criar limites e isso é bom neste caso.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Assim, se estão por casa a trabalhar, não deixem de ter uma rotina e arranjem-se como se realmente fossem sair para o vosso local de trabalho. Não se deixem arrastar por casa naquela roupa confortável, que é ótima mas que nos pode arrastar para um <em>mood</em> meio estranho. Ao arranjarmo-nos estamos a contribuir para ajudar a compartimentar os vários momentos do dia e a eliminar a sensação de ‘não sei onde começa e acaba a jornada de trabalho’. Como li no artigo do <em>The Washington Post</em>, ‘As nossas roupas contam uma história. O que acontece à narrativa quando são só pijamas e <em>sweats</em>?’. Por isso, toca a cuidar da nossa auto estima. Se nos sentirmos bem também trabalhamos melhor. E, em menos de nada, tudo isto não passará de uma história para contar.</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:astralhasdaalex:318412020-03-09T16:08:00Peças com História no Cantinho do Vintage2020-03-09T16:15:36Z2020-03-09T16:26:59Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="76ECF18F-51E9-4182-BC6F-C0178FEE304A.jpeg" src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B9018756a/21721709_5HPnO.jpeg" alt="76ECF18F-51E9-4182-BC6F-C0178FEE304A.jpeg" /></p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="C5B9BE92-70CA-4A32-9659-8531926AFD6E.jpeg" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B6d185bc8/21721710_t3yZA.jpeg" alt="C5B9BE92-70CA-4A32-9659-8531926AFD6E.jpeg" /></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">O Sr. Tralhas e eu decidimos mudar de casa. Como tal, e porque temos obras de remodelação para fazer, temos passado algum tempo entre lojas de mobiliário, sites de decoração e lojas de bricolage. Este fim de semana aproveitámos uma venda de garagem e visitámos o Cantinho Vintage em Marvila, que acaba de inaugurar um enorme armazém loja com cerca de cinco mil metros quadrados na Rua do Açúcar, 19 (Lisboa). Este projeto nasceu da paixão de dois desconhecidos pelo mobiliário e pelo universo vintage aliado a muitas viagens pelo mundo. Foi desta combinação que surgiu o Cantinho do Vintage, um espaço onde é possível encontrar mobiliário entre os Anos 20 e 80 e vários objetos com história, design nórdico, industrial e ainda várias peças de decoração e iluminação.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">No nosso caso fomos à procura de peças únicas, daquelas que fazem a diferença no decor de uma divisão. Temos escolhido mobiliário de várias lojas mas queremos fugir um pouco às peças das lojas mais convencionais (nada contra que também temos bastantes) que fazem com que as nossas casas pareçam saídas de um qualquer catálogo do IKEA. Por isso, uma ou outra peça vintage são sempre bem-vindas numa arquitetura que queremos moderna, simples e despretensiosa. E, para tal, o Cantinho do Vintage é um pequeno paraíso onde se podem encontrar várias peças de mobiliário e acessórios de decoração de outros tempos desde mesas, estantes, carrinhos, armários, candeeiros, cadeiras, poltronas, telefonias, jukeboxes e um sem fim de objetos.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Neste espaço sentimo-nos a fazer uma pequena viagem no tempo por entre peças cheias de personalidade. Para quem é fã de decoração e, sobretudo, deste tipo de mobiliário a minha sugestão é que vá com tempo para descobrir todas as novidades do espaço. Aproveite que está na zona e faça um lanchinho no Café com Calma, onde a decoração também é simplesmente deliciosa onde somos automaticamente transportados para uma Lisboa dos Anos 70. Boas compras!</p>
<p> </p>
<p><strong> </strong></p>
<p><span style="font-size: 8pt;"><strong>O Cantinho do Vintage</strong></span></p>
<p><span style="font-size: 8pt;">Sábado das 11h às 19h</span></p>
<p><span style="font-size: 8pt;">De quarta a sexta das 14h às 19h</span></p>
<p><span style="font-size: 8pt;">Rua do Açúcar, Nº 19 – Marvila (Lisboa)</span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:astralhasdaalex:317082020-03-05T15:31:00E tu, tens coração?2020-03-05T15:39:59Z2020-03-05T21:57:09Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 626px; padding: 10px 10px;" title="BBD074A5-BD7C-4D95-BD75-F069A8E41DD7.jpeg" src="https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Be21765fb/21718207_E0iYc.jpeg" alt="BBD074A5-BD7C-4D95-BD75-F069A8E41DD7.jpeg" width="626" height="417" /></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;">Dizem que as crianças são sempre muito genuínas no que falam. Ontem, na instituição onde sou voluntária, uma menina de cerca de 18 meses perguntou-me inesperadamente: ‘Alexandra, tens coração?’. A pergunta desarmou-me mas lá lhe respondi que sim. Expliquei-lhe que ela também tinha e que era lá que guardávamos as coisas boas que nos acontecem e as pessoas que mais gostamos. Perante tal explicação perguntou-me se ela estava no meu coração. Respondi-lhe que sim e ela sorriu e abraçou-me. As crianças com a sua simplicidade de pensamento deixam-nos a nós adultos a pensar sobre coisas complexas como o amor, por exemplo.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Será que temos o coração no lado certo do peito? Será que guardamos lá dentro mais coisas do que seria desejável? Será que existem pessoas que o têm ‘avariado’? Será que muitos têm uma pedra no lugar do coração? Se me conhecem minimamente sabem que sou sempre a favor do amor e das emoções (tantas vezes em detrimento da razão!). Acho que o que nos diz o coração mais do que a cabeça é a emoção real, ou seja, é aquilo que sentimos genuinamente. E é por isso que as crianças são tão autênticas porque lhes saem as coisas de dentro, da voz do coração. Não racionalizam, não se inibem por preconceitos ou ideias pré concebidas, não têm demasiada bagagem que os condiciona no que dizem.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">E acreditem que a beleza do amor está, quase sempre, na sua simplicidade. Como partilhava com o Sr. Tralhas esta semana, o amor é simples. É saber ser luz em dia de tempestade, é saber sorrir em dia de choro, é saber calar em dias ‘não’, é saber ser um abraço que é casa. O amor não se importa se és alto ou baixo, se és magro ou gordo, se és novo ou velho, se és branco ou às cores. Amor é simplicidade. Amor é ser singelo e genuíno. Amor é ter um coração assim. Como o da C. Cheio de coisas boas.</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:astralhasdaalex:314492020-02-04T11:48:00Sobre preparar 2020-02-04T11:55:58Z2020-02-04T13:53:18Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 640px; padding: 10px 10px;" title="52B26CCE-140F-4115-B647-D8319843CD32.jpeg" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bc81802a6/21682578_rbgaQ.jpeg" alt="52B26CCE-140F-4115-B647-D8319843CD32.jpeg" width="640" height="480" /></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;">Na semana passada ao ouvir uma entrevista na rádio que correu menos bem fiquei a pensar em como muitas vezes descuidamos a preparação de um encontro. O mesmo se aplica a uma reunião com um cliente, a uma entrevista de trabalho ou a um primeiro encontro amoroso. Acredito que um bom trabalho de casa fará toda a diferença no resultado final. Esta preparação é, no entanto, exigente. Uma exigência de tempo e cuidado, onde invariavelmente, demora tantas vezes mais a preparação do que o encontro em si. Numa primeira fase parece-me fundamental fazer um bom diagnóstico. Só com uma boa identificação da situação poderemos fazer um bom trabalho. É importante saber quem é o nosso interlocutor, como se comporta, o que gosta, quais são os seus ‘triggers’ e principais motivações, quais as suas necessidades reais. É importante investigar, por exemplo, no caso de uma entrevista qual o estilo de condução da mesma, que perguntas irá o nosso interlocutor fazer, quem é a pessoa que está do outo lado.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">A preparação exige também da nossa parte um conhecimento sólido do produto. Sem este conhecimento profundo do que estamos a ‘vender’ não teremos tanto sucesso na hora de fechar negócio. Isto torna-se tão mais importante na hora de conseguirmos saber dar resposta às objeções que possam chegar. Saber qual é o nosso posicionamento, saber onde queremos chegar e que mercados queremos atingir também faz parte das condições básicas de uma boa preparação. É preciso ser cirúrgico, assertivo e eficaz e muito disto se consegue com uma estratégia bem clara e definida, ou seja, sabermos exatamente qual é o caminho necessário para atingirmos determinada meta.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Todo o trabalho de preparação é-nos útil em muitas matérias no nosso dia-a-dia. No meu caso, sempre fui muito cuidadosa neste capítulo e, a maior parte das vezes, tenho-me saído bem. Não significa que em algumas situações não possa ter sido surpreendida com alguma coisa que não previ mas por norma preparo um bom dossier e estudo-o o melhor que posso. Se vou para uma entrevista de trabalho, por exemplo, procuro conhecer bem a organização e o interlocutor/entrevistador. Se tenho uma reunião com um cliente, tento ao máximo fazer um bom diagnóstico do mesmo (que muitas vezes passa por questionar, extraindo daí a máxima informação possível) ou ainda se tenho um primeiro ‘date’ não há nada como um passeio pelas redes sociais do dito cujo para me dizer bastante sobre o tipo de pessoa com quem me vou encontrar. Acredito mesmo que uma boa preparação não tem segredos, apenas trabalho. E é isto que, contas feitas, poderá fazer a diferença no resultado final.</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:astralhasdaalex:311162020-01-23T15:46:00Sobre investimentos2020-01-23T16:21:09Z2020-01-24T10:50:56Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 640px; padding: 10px 10px;" title="A55F0916-6E15-408A-8990-7D7BFB7E55E0.jpeg" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B3b1825e9/21673991_ThcmZ.jpeg" alt="A55F0916-6E15-408A-8990-7D7BFB7E55E0.jpeg" width="640" height="566" /></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;">Confiança. É o ‘asset’ mais valioso nos dias de hoje. Seja no campo pessoal ou profissional esta pequena palavra é a base para se construir algo sólido. A meu ver, atualmente, assumiu ainda maior importância nesta sociedade do imediato e onde as relações são vividas num plano demasiado superficial. A confiança é um ativo estrutural na construção de um caminho conjunto entre duas pessoas e/ou entidades. Se não acreditarmos nos princípios e valores de quem está ao nosso lado ou a trabalhar diretamente connosco não temos nada. O mais provável, nesses casos, é que a relação não tenha grande futuro.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">No amor, acredito que a confiança é um dos princípios fundamentais para a construção de uma relação consistente e duradoura. É com confiança e respeito pelo namorado(a), companheiro(a), marido ou mulher que se começa a construir algo. Se pensarmos bem, afinal uma casa não se começa a construir pelo telhado, verdade? Começamos a construir a casa pelos alicerces e pela base. É logo aí que surge a confiança. Temos que acreditar que quem está ao nosso lado quer o nosso melhor e que, no meio de tantas opções (e acreditem que hoje há demasiadas!!), nos escolheu a nós sem que nada o/a obrigasse. Se assim acontece, então é porque realmente somos especiais. É acreditar que contamos sempre com a sua verdade e honestidade, mesmo que em alguns momentos possa doer. É acreditar que vamos ter sempre ao nosso lado a melhor versão do outro. Porque merecemos e porque escolhemos confiar. E, no amor, sem esta confiança em nós e no outro não somos nada.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Também no trabalho e nas empresas se pode aplicar o mesmo princípio, sobretudo quando se trabalha diretamente com clientes. Sem o fator confiança nada acontece. Porque os clientes não acreditam, ou seja, não compram a ideia de que aquela é mesmo a melhor solução para eles. Mas será que os podemos culpar? A verdade é que hoje a competitividade faz com que, nas empresas se queiram atingir resultados imediatos. E como em qualquer relação, a confiança não se ganha de um ‘pé para o outro’. É necessário tempo para que as pessoas se conheçam, para que saibam exatamente as suas necessidades e limites, para se ‘namorarem’. Só assim existem condições para que se estabeleçam relações de confiança e se para que se atinjam novos patamares (chamem-lhe negócios, se preferirem!). Assistimos hoje a uma falta de confiança generalizada que se instalou na sociedade devido a comportamentos menos próprios de um conjunto de pessoas/entidades que acabaram por conduzir ao desinteresse das pessoas nas mais diversas áreas desde a saúde, à educação, passando pela política ou economia. Sem confiança não existe espaço para que nada se desenvolva. Ela (a confiança) é, sem dúvida, um dos mais poderosos ativos que temos.</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:astralhasdaalex:308692020-01-14T10:10:00Porto // Agenda Gastronómica2020-01-14T10:11:28Z2020-01-14T12:14:51Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="1F7511AB-287E-4BCB-9445-92F23D5397EB.jpeg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B6e174659/21666854_Jzf8F.jpeg" alt="1F7511AB-287E-4BCB-9445-92F23D5397EB.jpeg" /></p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="A572346C-AA7E-4A0B-9504-CEE255D23579.jpeg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B8117326a/21666855_yNZCB.jpeg" alt="A572346C-AA7E-4A0B-9504-CEE255D23579.jpeg" /></p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="A30B814B-4D2F-4800-8A31-B0774881E615.jpeg" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B6b187536/21666856_YHszO.jpeg" alt="A30B814B-4D2F-4800-8A31-B0774881E615.jpeg" /></p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img class="editing" style="padding: 10px 10px;" title="CA51C4C8-62C6-45A3-BA64-7EB4844A5D74.jpeg" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B8617e094/21666857_gIkRo.jpeg" alt="CA51C4C8-62C6-45A3-BA64-7EB4844A5D74.jpeg" /></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;">Quem me conhece sabe bem o quanto gosto do Porto. Como já não visitava a cidade há uns tempos, aproveitei que a agenda do Sr. Tralhas estava livre de concertos este fim de semana, e rumámos a norte. Com o São Pedro a colaborar e um sol de inverno incrível deu para aproveitar para passear bastante nestes dias. Locais de paragem obrigatória são sempre a Baixa, um périplo pelas lojas da Rua de Santa Catarina, um passeio entre a Foz e a Ribeira e ainda passar o rio pela ponte D. Luís a pé e contemplar a vista da cidade no cais de Gaia. Adoro esta espécie de ritual que faz sempre parte das minhas visitas à cidade. Aproveito sempre também para experimentar novos espaços que ainda não conheço, como por exemplo, restaurantes.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Com uma agenda gastronómica a rebentar pelas costuras, o tempo é sempre pouco. Qualquer das formas ainda deu para experimentar muita coisa numa escapadela curta. Assim, aqui ficam duas sugestões de locais que gostei particularmente. Um para jantar e outro para tomar um brunch domingueiro. Confesso que estive tão absorvida em disfrutar as refeições que acabei por não documentar nada em fotos, pelo que as que podem encontrar aqui fui surripiá-las ao Google! Preparados? Aqui ficam as sugestões:</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong> Flow</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Uma pinta de restaurante! Não é propriamente uma novidade no Porto mas ainda não tinha tido oportunidade de conhecer. E, deixem-me que vos diga que é capaz de ter tido passagem direta para o meu Top 5 de restaurantes. Entre a decoração do espaço, a ementa e o atendimento tudo contribui para uma melhor ou pior experiência gastronómica. No Flow foi tudo ótimo. Quem passa à porta do restaurante na Baixa do Porto está longe de imaginar que ali se esconde um espaço amplo com uma decoração estilo neo-árabe com paredes de tijolo, candeeiros e cadeiras de palhinha. Grandes ventoinhas penduradas do teto de pé alto conferem-lhe também um toque algo industrial. Apesar de ampla, a sala é bastante confortável. O atendimento é simpático e eficaz sem ser intrusivo e a comida surpreendeu pela qualidade e quantidade (!!). De entrada escolhemos as vieiras com ovo de codorniz, creme de couve-flor trufado com cebolinho, ovas negras e mini eryngue que não desiludiram. Para prato principal, o Sr. Tralhas, como bom amante de carne que é, elegeu o Entrecôte Black Angus Grelhado, Batatas de Especiarias e Legumes Grelhados e eu optei pelo Ravioli de Bochecha de Vitela, Cogumelos Shimeji, Vinho do Porto, Mousse de Parmesão e Aceto Balsâmico que estava delicioso. Finalizámos a refeição com um Cheesecake de Amendoim e Caramelo Salgado de comer e chorar por mais. A refeição foi regada com um Herdade dos Grous Reserva 2017. Contas feitas, o Flow não é propriamente um restaurante económico mas que vale cada euro que pagámos. Vamos, certamente, regressar.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 8pt;"><em>Preço médio 2 pax: 70€</em></span></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Camélia Brunch Garden</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Abriu em Abril de 2019 e é, possivelmente, um dos espaços mais instangramáveis da cidade do Porto. Ao fim de semana é, sobretudo, local de paragem para o brunch, pelo que é melhor levar alguma disponibilidade mental para estar à espera. No nosso caso, com alguma sorte e como éramos apenas dois, não tivemos que aguardar muito por mesa (mais difícil para grandes grupos). O Sr. Tralhas optou pelo menu brunch (12,50€) que é servido durante todo o dia e composto por sumo natural; ovos benedict ou tosta de frango; panqueca de nutella ou manteiga de amendoim e ainda chá ou café. Eu optei por um Bowl de Iogurte Natural, frutas e granola, um sumo de frutos vermelhos, hortelã e laranja e uma panqueca de maçã verde com maple syrup. Acabei por provar a tosta de frango do marido que estava deliciosa. As panquecas do Camélia superaram as minhas preferidas no Porto (as d'O Diplomata). A desilusão acabou mesmo por ser o café que é muito amargo (eu nem me atrevi a provar!). Mas, no geral, boa pontuação para esta novidade!</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:astralhasdaalex:305902020-01-10T14:51:00Corteo e a celebração da vida2020-01-10T15:12:17Z2020-01-10T15:14:35Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 640px; padding: 10px 10px;" title="DE4BFFCE-5C28-46A4-A60D-148404D57279.jpeg" src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B02188460/21664199_OnjzR.jpeg" alt="DE4BFFCE-5C28-46A4-A60D-148404D57279.jpeg" width="640" height="480" /></p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 640px; padding: 10px 10px;" title="5ABE4F35-81D3-4847-908C-6AD411AEBF9F.jpeg" src="https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B33171731/21664200_ac7BT.jpeg" alt="5ABE4F35-81D3-4847-908C-6AD411AEBF9F.jpeg" width="640" height="480" /></p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Esta semana entrei no Altice Arena sem expectativas. Propositadamente não quis ler nem ver nada sobre o espetáculo. Apenas sabia que ia ser bom. Porque é sempre assim quando falamos de um espetáculo do <em>Cirque du Soleil</em>.<em> Corteo</em> não desiludiu. Cada espetáculo desta companhia conta uma história diferente. Se no ano passado com Ovo havíamos entrado num mundo encantado dos bichos ao assistir à história de um amor inocente entre uma sedutora Joaninha e um inseto desajeitado que nasceu de um ovo invulgar, este <em>ano</em> com <em>Corteo</em> fomos transportados para o mundo imaginário dos sonhos.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Mauro, um palhaço sonhador, imagina o seu próprio funeral. Mas, em vez do tradicional luto, assistimos uma alegre procissão. Em vez da sombra e da escuridão, temos um cortejo em festa (quase carnavalesca!). Há anjos que voam sobre a plateia, acrobatas que saltam em camas XXL, contorcionistas penduradas em gigantes lustres, malabaristas que rodopiam dentro de grandes arcos gigantes. Tudo isto em performances de grande perícia atlética devidamente acompanhados de uma banda sonora ao vivo absolutamente irrepreensível. Os momentos mais intensos intercalam com os momentos de um humor quase negro muitas vezes. É esta dinâmica que faz de <em>Corteo</em> uma imensa celebração à <em>joie de vivre</em>!</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Um conjunto de mais de 50 artistas de 18 nacionalidades diferentes, entre acrobatas, músicos, atores, cantores e técnicos fazem de <em>Corteo</em> um espetáculo cheio de diversidade e de contrastes. A qualidade é inegável. Está em Lisboa até este Domingo, dia 12. Se ainda tiverem oportunidade de ir, não percam! Como já escrevi aqui no blog, vale cada euro. Recomendado!</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:astralhasdaalex:303122019-12-30T16:06:00O melhor de 20192019-12-30T16:14:08Z2019-12-30T16:22:24Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 278px; padding: 10px 10px;" title="25EAA335-E9FC-4475-B91C-17465EE61110.jpeg" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B62172e4e/21656608_am87d.jpeg" alt="25EAA335-E9FC-4475-B91C-17465EE61110.jpeg" width="278" height="181" /></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;">Existe uma tendência natural para, no final de cada ano, fazermos um balanço sobre o que vivemos ou até aquilo que queríamos ter feito e acabámos por não concretizar. No meu caso, 2019 foi um ano tranquilo e que serviu para consolidar algumas coisas que transitaram do ano anterior. Por natureza, sou pessoa que gosta de agitação e novidade e, nesta matéria, este ano não trouxe grandes desenvolvimentos, o que não significa que tenha sido menos bom por isso.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">O ano ficou marcado, essencialmente, por pequenas coisas que tenho muito prazer em fazer como viagens ou programas culturais que envolvem teatro, cinema, exposições, escapadinhas de fim de semana ou experimentar novos restaurantes. Aqui ficam, em destaque e sem nenhuma ordem específica, os meus melhores momentos de 2019:</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><strong>Musical em Londres</strong> – Em 2019, tive oportunidade de assistir, pela primeira vez, em Londres, ao musical ‘The Lion King UK’. Foi uma experiência incrível e recomendo a quem ainda não teve oportunidade de o fazer que considere essa possibilidade durante o próximo ano. Não é um espetáculo propriamente barato mas vale cada cêntimo. Podem ler mais aqui sobre o tema aqui: <a href="https://astralhasdaalex.blogs.sapo.pt/london-city-5-coisas-a-fazer-27411" rel="noopener">https://astralhasdaalex.blogs.sapo.pt/london-city-5-coisas-a-fazer-27411</a></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<ol style="text-align: justify;" start="2">
<li><strong>Viagem a Menorca</strong> – Em Junho deste ano, o Sr. Tralhas e eu, viajámos até Menorca para uma semana de descanso. Menorca é uma pequena ilha em pleno Mediterrâneo com um turismo sobretudo familiar. Como a ilha é relativamente pequena optámos por alugar uma scooter que acabou por ser a nossa fiel companheira de aventuras. Tem praias de água azul turquesa e areia fina. Tem também um dos pores do sol mais bonitos que já vi. Vale a pena fora da época alta e de maior confusão.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<ol style="text-align: justify;" start="3">
<li><strong>Pedras d’El Rei</strong> – Voltar a fazer férias em Pedras d’El Rei trouxe-me o sabor das férias de infância e foi das melhores coisas de 2019. Soube bem juntar família e amigos em dias intermináveis de praia, petiscos de fim de tarde, pequenos almoços tardios tomados ao ar livre, jantaradas de peixe até tarde, noites bem dormidas e muito amor. Escrevi sobre isso aqui: <a href="https://astralhasdaalex.blogs.sapo.pt/pedras-del-rei-26642" rel="noopener">https://astralhasdaalex.blogs.sapo.pt/pedras-del-rei-26642</a></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<ol style="text-align: justify;" start="4">
<li><strong>Jantar no Rio Sena</strong> <strong>(Paris) </strong>– Num daqueles fins de semana de escapadinha, no início de 2019, estive em Paris. Não sendo a primeira vez para mim e por sugestão do Sr. Tralhas, jantámos a bordo dos Bateaux Parisiens num passeio pelo Rio Sena. Foi uma agradável surpresa. Gostei muito da ideia de fazer uma refeição e aproveitar a oportunidade para viver mais um pouco a cidade. Altamente recomendado, sobretudo para os mais românticos.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<ol style="text-align: justify;" start="5">
<li><strong>Gravação Vídeoclipe FBO Band</strong> – Não é novidade para ninguém que o Sr. Tralhas tem uma banda e que lançaram o 1º single este ano. O que não estava previsto era que eu tivesse a oportunidade de contracenar com ele no teledisco (palavras do próprio!!) da música. Foi uma experiência muito engraçada e que vou guardar sempre comigo. Se tiverem curiosidade de espreitar o vídeo aqui fica o link: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=fW_y7xWGu3M" rel="noopener">https://www.youtube.com/watch?v=fW_y7xWGu3M</a></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">2019 foi um ano que me trouxe muita calma e que passou em menos de um fósforo. Para 2020 só posso desejar bons momentos partilhados com aqueles de quem mais gosto. Que seja um ano de muitas realizações pessoais e profissionais para todos. Feliz Novo Ano de 2020, pessoas bonitas! Beijinhos, Alex</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:astralhasdaalex:301972019-12-25T17:19:00Boas Festas2019-12-25T17:22:06Z2019-12-27T10:01:32Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;">Para todos um Feliz Natal recheado de muito amor! </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 640px; padding: 10px 10px;" title="AF79F609-E743-4A1F-97C6-B6DA6D9873D6.jpeg" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bf8187192/21653276_5cHVW.jpeg" alt="AF79F609-E743-4A1F-97C6-B6DA6D9873D6.jpeg" width="640" height="419" /></p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:astralhasdaalex:292282019-12-19T13:15:00Flirt2019-12-19T13:16:43Z2019-12-19T14:11:18Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 504px; padding: 10px 10px;" title="8812EE82-6ABC-4AD7-A6D4-7E44D6F2A09F.jpeg" src="https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B4217bce7/21649690_el4kS.jpeg" alt="8812EE82-6ABC-4AD7-A6D4-7E44D6F2A09F.jpeg" width="504" height="504" /></p>
<p> </p>
<p><strong><em>flirt</em></strong> |flârte|<br />(<span>palavra</span> inglesa)<br /><br /></p>
<p><em>substantivo masculino</em></p>
<ol>
<li>Relação amorosa curta ou de pouca importância. = <span>NAMORICO</span></li>
<li><span>Aproximação </span>entre pessoas ou entidades, geralmente com uma intenção política.</li>
</ol>
<p style="text-align: right;"><span style="font-size: 8pt;"><em>in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa </em></span></p>
<p><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;">Acordei com esta palavra na cabeça a propósito de um conjunto de coisas e fui procurar o seu significado. No dicionário, tem o acima descrito, na vida e na prática penso ter outro. O conceito é relativamente simples e em português podemos traduzi-lo com a ajuda do verbo ‘namoriscar’. Todos nós já nos deparámos com isto no nosso dia a dia. De fora para dentro e vice versa. Mesmo que seja, muitas vezes, um ato inconsciente (embora acredite que, na grande maioria das vezes, é intencional e deliberado) este namoriscar acontece nos sítios mais inusitados. Sobretudo no trabalho onde passamos bastantes horas diariamente.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">O contexto empresarial faz com que a palavra ganhe corpo. Sejam solteiro(as) ou casados(as), o namoriscar faz parte do ‘jogo dos negócios’. As abordagens podem ser muito diferentes desde as mais envergonhadas e tímidas, às encapotadas ou ainda passando por técnicas mais criativas. Confesso que as que mais gosto de apreciar são as encapotadas. Aquelas que nos chegam sob a forma de trabalho com coisas do estilo ‘preciso da tua ajuda para analisar o <em>portfolio</em> do cliente A’ ou ‘podes fazer-me o favor de entregar os relatórios na contabilidade. é que estou super apertado(a) de tempo. depois vamos tomar um café’. Adoro ver a dinâmica das coisas a acontecerem mesmo em frente ao nosso nariz, num jogo cheio de mensagens subentendidas. A altura do ano em que nos encontramos também é propícia a que se possa alimentar este tipo de situações. Somam-se jantares de natal das empresas onde o ambiente é mais descontraído e permite maiores aproximações nesta matéria. Junta-se a descontração própria deste tipo de evento com algum álcool e está instalada a confusão.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Para mim, de facto, o que conta é a forma como cada um lida com este ‘namoriscar’, ou seja, a forma como se alimenta ou não o jogo que lhe está a ser proposto. E, em última instância, é isto que faz a diferença. Porque nos dias que correm é muito fácil deixarmo-nos enredar por conversas fáceis e coloridas. Pessoalmente, já vi muita coisa acontecer na sequência destas abordagens. Já vi casamentos destruídos mas também já vi relações maravilhosas começarem com picardias deste género em contexto empresarial. Como para tudo na vida, para cada estilo musical há uma dança. Resta-nos decidir como a queremos dançar.</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:astralhasdaalex:291592019-12-17T12:57:00Escapadela no Rio do Prado2019-12-17T12:59:27Z2019-12-17T16:20:36Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="51D92892-879B-4C48-B7E2-3D08CB560066.jpeg" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Be9173e98/21647635_UoD1R.jpeg" alt="51D92892-879B-4C48-B7E2-3D08CB560066.jpeg" /></p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Já aqui partilhei que gosto de fazer anos. É o meu dia especial. E, sendo especial gosto de fazer programas especiais também. Há anos em que me apetece mais agitação, jantaradas com amigos, pezinhos de dança e outros em que prefiro um programa mais tranquilo e recatado. Depende do <em>mood</em>. Este ano fiquei-me pela segunda opção e rumei na companhia do Sr. Tralhas ao Rio do Prado, um turismo rural a 4 km de Óbidos, que já há algum tempo queria ter experimentado.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">O Rio do Prado não é propriamente uma novidade nesta matéria, uma vez que já está aberto desde 2012. Trata-se de um turismo ecológico, criativo e sustentável com cerca de 17 suites, integradas na natureza e envolvidas pela paisagem do centro litoral. Quando decidimos fazer esta escapadinha, a ideia era chegar durante a tarde e disfrutar ao máximo do espaço, uma vez que íamos ficar pouco tempo. E assim aconteceu. Chegámos a meio da tarde e decidimos ficar pela suite a aproveitar a sua lareira interior (também tem uma exterior no pátio da entrada). A suite é um espaço enorme com uma decoração muito orgânica em tons crus e neutros que se torna, na minha opinião, pouco acolhedora. Num local que se pretende que convide ao descanso e ao ócio tem, a meu ver, algumas falhas relevantes. O sofá é pequeno e desconfortável, a televisão funciona mal e tem poucas opções no caso de nos apetecer ficar por ali a ver um filme ou um qualquer programa de tv. O ipad que está no quarto acaba apenas por servir de decoração e a lareira não aquece o suficiente, pelo que tivemos que manter o ar condicionado a funcionar noite dentro. Acabámos por decidir jantar no restaurante do alojamento, o Maria Batata que, apesar de caro, tem opções deliciosas. Recomendo as batatas camponesas e a feijoada de polvo! Tivemos ainda direito a música ao vivo durante o jantar (neste caso, a música não incomodou, antes pelo contrário, serviu para dar ambiente!) com a performance de um simpático cantor e da sua guitarra.</p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="7846F3A7-47B4-40A9-8E75-D8539BC469BA.jpeg" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B0618ad98/21647636_5fvse.jpeg" alt="7846F3A7-47B4-40A9-8E75-D8539BC469BA.jpeg" /></p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="82E835CC-F466-44DE-B704-D076AC9B6D7B.jpeg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B351828ec/21647637_9dIwi.jpeg" alt="82E835CC-F466-44DE-B704-D076AC9B6D7B.jpeg" /></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;">O dia seguinte acrescentou um sabor mais amargo à experiência, pois na hora do banho não havia água quente, o que não é desculpável num local como este. O pequeno almoço é bom e variado mas não foi, de todo, o melhor que já experimentei em locais do género. O espaço exterior, apesar do período invernoso, pareceu-me um pouco descuidado. A estufa de ervas aromáticas que costuma receber eventos estava com um aspeto abandonado e nem a biblioteca que tem uma coleção enorme de livros pertencentes ao espólio da Fundação Calouste Gulbenkian salvou a honra do convento. Saímos com um sentimento agridoce desta escapadinha e com pouca vontade de regressar.</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:astralhasdaalex:288562019-11-22T15:22:00Falar Verdade a Mentir*2019-11-22T15:26:02Z2019-11-22T16:19:35Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 649px; padding: 10px 10px;" title="1335797D-E803-4798-9CB4-934F4D30579B.jpeg" src="https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B5c18c3af/21623673_60tEz.jpeg" alt="1335797D-E803-4798-9CB4-934F4D30579B.jpeg" width="649" height="720" /></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;">Nos últimos dias tenho-me debatido internamente com dois conceitos: verdade e mentira. Tenho pensado bastante sobre o tema e acredito que todos nós somos verdade mas também todos guardamos segredos (até aquelas pequenas mentiras que guardamos porque não queremos magoar o próximo). Parece-me que este binómio de verdade <em>versus </em>mentira é tão mais importante quanto comece por nós próprios. De dentro para dentro. Ontem, numa determinada circunstância, dei por mim a pensar o que raio estava eu a fazer numa sala a ouvir falar de um tema com interesse zero e com um conjunto de pessoas com as quais pouco devo ter a ver. E senti-me verdadeiramente a viver uma mentira. Aquela não sou eu, ou melhor, sou eu a representar um papel do qual nem sequer gosto. E, tem sido com esta mentira que conta a minha verdade, que tenho vivido nos últimos anos.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Com quantos de nós acontece o mesmo? Darmos por nós a dado momento a viver uma vida que não é aquela pela qual tanto lutámos. Umas vezes por comodismo, outras por medo, outras por falta de proatividade. E o tempo passa. E quanto mais passa mais miseráveis nos sentimos. Vivemos a maior parte do nosso dia a representar um papel. E imaginem o quão desgastante isto pode ser. Não estamos felizes e, consequentemente, tornamo-nos mais irascíveis, mais impacientes, mais ansiosos, mais vulneráveis. É preciso reagir. É preciso sermos honestos connosco acima de tudo. É a nossa consciência que está em jogo. É a nossa vida.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">A verdade acabará sempre por nos perseguir. E, quando nos chega, pode vir sob a pior forma e na pior altura possível (como aconteceu ontem!). Por isso, há que fazer por sermos sinceros e honestos. Em primeiro lugar connosco e depois com os que nos rodeiam e que amamos. Porque nós e eles merecem que assim seja. A melhor versão da verdade é sempre melhor do que a melhor versão da mentira ou da omissão propositada. A mentira (a que contamos aos outros e a nós próprios) só nós faz mal, só nos consome, só nos degrada. Não acrescenta e não constrói. Antes pelo contrário. É preciso saber gerir bem estes dois conceitos porque na mentira pode existir tanto de verdade…</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 8pt;">* Comédia escrita por Almeida Garrett em 1845 e publicada em 1846, oferece como ambiente a cidade de Lisboa em pleno século XIX, onde se digladiam os interesses de duas famílias burguesas e seus criados. Num jogo entre amores e ambições, onde a mentira tropeça na verdade, o refinado sentido de humor do reconhecido autor português abre caminho à reflexão crítica sobre a sociedade da época. Peça teatral muito divertida, é constituída apenas por um ato, formado por dezassete cenas, e a sua temática reveste-se de uma enorme atualidade.</span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:astralhasdaalex:284412019-11-12T16:49:00Quem comeu o meu marshmallow?2019-11-12T16:50:09Z2019-11-12T16:50:09Z<p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/77XIyD0YTqU?feature=oembed" width="480" height="270" frameborder="0" style="width: 480px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;">Esta semana a propósito de uma situação menos simpática com a qual me deparei lembrei-me do famoso teste do <em>marshmallow</em>. Para os que nunca ouviram falar do assunto, o primeiro teste aconteceu nos anos 70, na Universidade de <em>Stanford</em>, onde o psicólogo <em>Walter Mischel</em> efetuou um estudo que convidava crianças de 4 anos a entrarem numa sala e escolherem um <em>marshmallow</em> a seu gosto com a seguinte indicação <em>“</em><em>Se quiseres, podes comer agora o teu doce. Mas se não o comeres até eu voltar, podes comer dois ou três</em><em>”.</em> Numa sala sem qualquer outra distração, as crianças sentem-se naturalmente tentadas a comer o doce e é aqui que podemos ver os diferentes comportamentos. Há os que a muito esforço se controlam e não comem o <em>marshmallow</em> e há os comem sem qualquer tipo de problema (ainda nem o investigador saiu da sala!). Os estudos apontam para a existência de uma forte correlação entre a competência de controlar as emoções e os padrões de sucesso na vida. Os testes afirmam que as crianças que não comeram o doce são mais auto disciplinadas e tendem, por isso, a ser melhor sucedidas.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Ora, o mesmo se passa na nossa vida onde somos constantemente tentados e assediados por um conjunto de estímulos sejam eles de natureza pessoal ou de trabalho. É fácil tomarmos más decisões se, efetivamente, não tivermos uma boa auto regulação das nossas emoções. Os ‘<em>outputs</em>’, sob a forma de tentação, chegam-nos de todos os lados. Muitas vezes, a maneira mais fácil de resolver uma situação é o que acaba por nos comprometer seriamente. No entanto, o ser humano tende a reagir em função da recompensa que advém de determinada tarefa ou ação. No trabalho, por exemplo, para quem está na área comercial, a persecução de determinado objetivo é feita com base na dimensão da recompensa. Tantas vezes, numa sede desenfreada de se atingirem resultados tomam-se decisões erradas. São necessárias muita estrutura pessoal e auto disciplina para não se enveredar por maus caminhos.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Nas relações pessoais também somos constantemente tentados (hoje mais ainda com tanto <em>network</em> que temos através sobretudo das redes sociais). Somos confrontados com esta realidade desde muito novos com coisas do género ‘se tiveres boas notas, compro-te o jogo que queres’, ‘se te portares bem, deixo-te ver televisão até mais tarde’ e assim rapidamente entramos no jogo da recompensa. O que pode ter os seus efeitos perversos. Já na idade adulta é também curioso olhar para o teste do<em> marshmallow</em> na perspetiva dos comportamentos que temos sempre que achamos que não estamos a ser observados. Há os que ‘brincam’ com o doce e se controlam para não comer, há os que não se conseguem controlar e vão direto ao assunto e há os que tentam mascarar a situação (como no teste uma criança que comeu apenas o interior do <em>marshmallow</em> e recebeu outro conforme prometido!!). Todos reagimos de formas diferentes mas parece-me que o segredo para sermos justos connosco e com quem nos rodeia é conhecermo-nos bem o suficiente para não duvidarmos do nosso valor e da nossa força para conseguir algo. Só assim seremos capazes de resistir aos vários <em>marshmallows </em>docinhos que nos vão aparecendo por aí!</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:astralhasdaalex:280592019-11-07T16:59:00'A vida não é uma fábrica de brinquedos'2019-11-07T17:01:37Z2019-11-08T09:29:58Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 622px; padding: 10px 10px;" title="EC2CF04F-D342-4096-ABEE-7F406C5840C4.jpeg" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B00174abd/21606800_3ZAum.jpeg" alt="EC2CF04F-D342-4096-ABEE-7F406C5840C4.jpeg" width="622" height="384" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>‘De facto, a vida não é uma coleção de frases bonitas sobre impacto, liderança, gratidão, felicidade e por aí fora. A vida é uma prática. E tudo na vida se resume a… vivê-la.’ </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>José Crespo de Carvalho</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;">A cada dia que passa multiplicam-se as frases motivacionais, os <em>workshops</em> e livros de auto ajuda, os <em>blogs</em> inteiramente dedicados à felicidade ou à gratidão, quais fórmulas mágicas para se alcançar um determinado estado de espírito. Confesso que tenho paciência zero para o assunto, neste momento. E isto não significa que nunca tenha recorrido a nada do anteriormente mencionado (quem nunca, hum??). Simplesmente já aborrecem a quantidade de frases feitas sobre aprendermos a estar gratos pelo que temos, sobre sabermos apreciar o presente (aprendendo com o passado e olhando para o futuro!!), sobre a pegada que temos que deixar no mundo, sobre o quão feliz devemos saber estar, sobre quais os melhores truques ou as 10 melhores ideias para sermos mais agradecidos e mais satisfeitos.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Infelizmente parece-me que não há soluções mágicas para atingirmos determinado objetivo pessoal ou profissional. Até podemos colecionar um manual de frases bonitas mas, se não nos conhecermos plenamente, não vamos conseguir ‘praticar’ a vida tal e qual como ela é. Podemos até repetir-nos vários mantras e tentar implementar algumas mudanças (o que não é necessariamente mau) mas o mais importante é viver a vida. Simplesmente. Como ela é. Com as coisas boas e más. Com os seus altos e baixos. Porque a vida tem que ser saboreada ao nosso ritmo. Costumo dizer que nestes temas, as coisas funcionam como nas dietas, isto é, a dieta que faz sentido e é equilibrada para mim pode não servir à pessoa A, B ou C. Porque cada pessoa é diferente e tem, por isso, necessidades também elas diferentes. E os caminhos e as escolhas que se fazem vão assim permitindo viver e saborear a vida.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">No trabalho tentamos compreender e aceitar algumas coisas que (não) nos acontecem através da ajuda de frases bonitas. Sempre na expectativa que alguma coisa em nós mude. Na nossa vida particular, o mesmo acontece. Se andamos na busca incessante da felicidade ou se ainda não encontrámos aquela pessoa especial ou se ainda não nos aceitámos tal e qual como somos (nas nossas características físicas e psicológicas) tentamos encontrar resposta e, muitas vezes, até alguma espécie de apoio nos chavões que lemos e com os quais nos identificamos. Acredito que possa fazer sentido existirem mas confesso que tenho cada vez menos paciência para os ler ou ouvir. Naquele discurso meio melo dramático pontuado com frases do género: ‘vive o agora’, ‘aceita-te como és’, ‘sê grata pelo que tens’ e por aí fora. A vida, com tudo o que nos reserva, é um constante exercício e como diz um sábio Professor ‘tudo (na vida) se resume a vivê-la’.</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:astralhasdaalex:278102019-10-16T13:12:00Saber Esperar2019-10-16T12:17:05Z2019-10-16T14:06:00Z<p style="text-align: center;"><img style="width: 652px; padding: 10px 10px;" title="AD02BB0A-64B0-47C7-A213-42250A8DFC4B.jpeg" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bf3186b34/21584361_MwtZ0.jpeg" alt="AD02BB0A-64B0-47C7-A213-42250A8DFC4B.jpeg" width="652" height="339" /></p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>´Responder rapidamente a todas as mensagens que recebemos só atrasa o que estamos a fazer. Cada trabalhador gasta pelo menos 30% do seu dia a responder a chamadas, SMS ou emails, segundo um estudo.´</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Há uns tempos li um artigo que dizia que a nossa capacidade de espera se reduziu bastante nos últimos dez anos desde que andamos com um telemóvel no bolso. De repente, parece que ficámos escravos deste pequeno dispositivo sendo ele que dita as regras do nosso tempo. A dependência que dele temos hoje faz com que este desempenhe um papel que não deveria ter no nosso dia a dia. Se é verdade que nos facilita a vida em muitos aspetos, também é verdade que nos condiciona e que, tantas vezes, nos pode trazer problemas. Sinto que estamos, atualmente, viciados no multifunções. Estamos a responder a um email ao mesmo tempo que falamos com os mil grupos de <em>whatsapp</em> dos quais fazemos parte ou estamos a pagar a conta da luz enquanto vimos passar mais uma notificação do <em>Instagram</em> ou <em>Facebook </em>que nos faz interromper essa tarefa. Estamos a ouvir música ao mesmo tempo que escolhemos a série para ver nessa noite. E assim, vamos indo com a sensação que somos fabulosos ao ter a capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Tornou-se também uma raridade sabermos esperar. Esta dependência do imediato conduziu-nos a um estado de permanente exigência com o ‘agora’. E isto é vivido em todas as dimensões da nossa vida. No trabalho, as solicitações que recebemos são sempre para ontem, o que faz parecer que, no momento em que recebemos determinada tarefa para executar, já estamos atrasados na sua concretização. Os emails contribuem, por exemplo, para que tudo tenha que ser resolvido ‘na hora’. Para quem, como eu, trabalha diretamente com clientes a situação torna-se ainda mais difícil, pois hoje ninguém está habituado a esperar. Os clientes querem respostas na hora e acham que, por vivermos na era digital, tudo se resolve à distância de um <em>clic</em> (já nos conseguimos autonomizar bastante mas ainda há assuntos que carecem de tempo para que possam ser resolvidos, até porque não dependem apenas de uma decisão nossa).</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Na nossa vida pessoal, a incapacidade para saber esperar também pode trazer bastantes mal entendidos. Não raras são as vezes em que vejo casais a discutirem por cobranças do género ‘já te tentei ligar duas vezes. Porque é que só agora (30 min) depois é que estás a atender???’ ou ‘porque raio é que não fizeste um <em>like </em>numa foto que eu postei há 5 minutos??’. E, quando se dá por isso, estamos a medir o amor de uma pessoa por outra através da rapidez de resposta ou do número de <em>likes/comentários </em>a uma qualquer publicação. Esta é a sociedade que estamos a criar. Uma sociedade onde os telemóveis, as redes sociais e, de forma global, as novas tecnologias estão a modificar a nossa perceção do tempo e dos vínculos emocionais e afetivos. Estamos a criar a sociedade do consumo imediato. A sociedade do ‘agora’. Uma sociedade superficial. Uma sociedade que não sabe que o ‘saber esperar’ não é para todos.</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:astralhasdaalex:274112019-10-02T12:29:00London City: 5 coisas a fazer2019-10-02T11:37:38Z2019-10-02T16:24:24Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 540px; padding: 10px 10px;" title="113100D7-EF8C-400E-9D8D-A4F65E28B8BD.jpeg" src="https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B0118d3cb/21572452_t0qCQ.jpeg" alt="113100D7-EF8C-400E-9D8D-A4F65E28B8BD.jpeg" width="540" height="720" /></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;">Voltei de Londres há uns dias com muitas coisas para partilhar convosco. Quando decidimos fazer esta escapadinha de três dias o objetivo era assistir a um musical e aproveitar para passear um bocadinho na cidade. Como já não era a nossa primeira vez na capital britânica, optámos por fazer um programa mais leve entre espetáculos, restaurantes e compras. Se estão a pensar viajar para lá nos próximos tempos e não procuram as clássicas atrações turísticas, aqui ficam algumas sugestões de coisas que valem a pena fazer:</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><strong>Assistir a um Musical </strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">A oferta em Londres é imensa. Podem escolher musicais de toda a espécie entre os mais clássicos como ‘O Rei Leão’, ‘Os Miseráveis’ ou ‘O Fantasma da Ópera’ até aos mais inovadores. Há para todos os gostos, feitios e preços. No meu caso, foi uma estreia nestas lides (pelo menos fora de portas!) e optámos por ver ‘O Rei Leão’. E, meus amigos, deixem que vos diga que ali a conversa é outra. Não é que em Portugal não se façam boas produções a este nível mas ali joga-se noutro campeonato. Comprámos os bilhetes com alguma antecedência e, não sendo propriamente baratos, valeram cada euro gasto. São 2 horas de puro entretenimento daquele mesmo bom. É um espetáculo maravilhoso entre cantores, bailarinos, cenários, figurinos e músicos. Sendo a minha estreia num musical escolhemos uma história mais leve e o eleito não desapontou. O ‘The Lion King UK’ está, desde 1999, em cena em <em>West End</em> no <em>Lyceum Theatre</em> e vale mesmo a pena ser visto. Numa decisão de última hora motivada por uma conversa com um amigo que nos recomendou este espetáculo, acabámos também por comprar bilhetes para assistir ao ‘Thriller Live’, uma espécie de cronologia musical do Rei da Pop desde os Jackson 5 até ao trabalho a solo e vida de Michael Jackson. Para quem, como nós, gosta bastante de MJ recomendo vivamente este musical.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<ol style="text-align: justify;" start="2">
<li><strong>Conhecer novos Restaurantes</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Quando viajo para uma cidade este é um temas sobre os quais automaticamente faço uma pesquisa. Por norma, gosto de fazer uma das refeições num restaurante diferente. Procuro um sítio com pinta e onde, acima de tudo, a comida seja boa. Nestes casos não penso tanto no preço (é melhor não olhar para os movimentos nos cartões!!!) e procuro apenas disfrutar da experiência. Sim, porque para mim tratam-se de experiências. Desta vez, o eleito foi o SushiSamba City (também têm em Covent Garden). Localizado nos 38º e 39º pisos de um edifício na City, dois elevadores panorâmicos fazem as honras da casa conduzindo-nos para uma sala com uma vista aberta sobre a City. Ambiente muito giro, comida ótima, atendimento assim-assim. Espero partilhar convosco, em breve, um post sobre o restaurante.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<ol style="text-align: justify;" start="3">
<li><strong>Passear nos Mercados</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Outro clássico londrino são os seus mercados característicos. Ir a Londres e não visitar os mercados é quase como ir a Roma e não ver o Papa! Por isso, não podíamos deixar de dar um passeio por Portobello Road e Camden Town. Ambos com ofertas e ADN’s muito distintos. O primeiro é mais tradicional e podem encontrar-se várias barraquinhas de fruta, legumes e artesanato, bem como algumas lojas de antiguidades. Como fomos durante a semana estava a meio gás. É também aqui que podemos encontrar a famosa ‘casa azul’, a livraria de viagens do filme Notting Hill que é hoje uma loja de souvenirs! Camden Town tem uma vida diferente, mais alternativa que este primeiro. Abundam lojas com roupas <em>vintage</em> e de <em>tatoos & piercings</em>. Mas o que mais gosto em Camden é o seu <em>street food market</em> onde podemos experimentar comidas de todo o mundo (o wrap venezuelano do Arepazo Bros era qualquer coisa – Camden Lock Market!).</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<ol style="text-align: justify;" start="4">
<li><strong>Passear nos Parques</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Se há coisa que não falta em Londres são parques a perder de vista: Hyde Park, Green Park, Kensington Gardens, Regent’s Park, St. James Park. É aproveitar o vosso roteiro e passar por um ou vários. Vale a pena até (se a meteorologia permitir, o que não foi o caso!) passar num <em>grab & go</em>, trazer uma sanduíche ou uma salada e fazer uma refeição num destes parques. São espaços onde se pode relaxar um pouco dentro do rebuliço da cidade. Já sabem que a probabilidade de terem companhia é grande, pois estão cheios de esquilos.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<ol style="text-align: justify;" start="5">
<li><strong>Ir até Abbey Road Studios (para os amantes de música!)</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Os mais conhecedores de música saberão do que falo. Os míticos estúdios de gravação por onde passaram nomes como os The Beatles, Pink Floyd, Amy Winehouse, Stevie Wonder, Oasis, James Bay ou Ed Sheeran fazem as delícias de quem vive a música como é o caso do Sr. Tralhas. Infelizmente não podem ser feitas visitas aos estúdios (salvo erro, só abrem durante alguns dias por ano para esse efeito!) mas vale a pena passar à porta e visitar a loja. Este programinha só vale a pena para aqueles que realmente são conhecedores dos bastidores da música e se interessam por este tema. No meu caso, como o Sr. Tralhas é músico (tendo outra profissão nas horas vagas!!) não podíamos falhar este ‘santuário’ da música.</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:astralhasdaalex:272752019-09-11T11:31:00Energia2019-09-11T10:43:19Z2019-09-11T11:36:07Z<p class="sapomedia images"><img style="width: 960px; padding: 10px 10px;" title="CB519C58-DD34-43D9-97EB-6EB4F48EB767.jpeg" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B0718bc89/21552873_yI0ad.jpeg" alt="CB519C58-DD34-43D9-97EB-6EB4F48EB767.jpeg" width="960" height="686" /></p>
<p style="text-align: justify;">‘Mais do que a parte técnica bem executada, o mais importante num concerto é a energia que passamos do palco para as pessoas’ dizia o Sr. Tralhas, há uns dias, depois de um concerto em conversa com o proprietário do espaço. Fiquei a pensar sobre o assunto. Realmente é tudo uma questão de energia, ou seja, aquilo que conseguimos ou não transmitir às pessoas. Dei por mim a pensar que os melhores espetáculos que vi não foram aqueles onde a performance técnica dos artistas foi perfeita mas sim aqueles que me transmitiram sensações de diferentes naturezas. É assim com tudo na vida. Desde o amor ao trabalho. O mais importante é a energia.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">No amor, essa energia sente-se logo nos primeiros encontros quando temos aquela sensação de ‘eu quero voltar a estar com esta pessoa outra vez’ ou, por outro lado, quando o outro interlocutor não nos acrescenta nada e acabamos por dispensar segundos encontros. A energia que sentimos quando estamos com alguém que nos transmite boas vibrações é algo que não se explica muito bem. É como se as peças de um puzzle encaixassem todas sem a menor dificuldade. A vida torna-se mais simples, porque a energia que duas pessoas têm em conjunto também é boa. Dizem que boas energias atraem boas energias e, por isso, é maravilhoso quando nos rodeamos de pessoas assim. A energia entre duas pessoas sente-se. Para o bom e para o mau. E posso garantir que quando é boa, contagia todas as pessoas à sua volta.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">No trabalho, a energia também é uma coisa muito importante. Quantas vezes, dentro de uma organização, o facto de mudarmos de equipa faz a diferença entre uma melhor ou pior performance? Muda a equipa ou a chefia e muda também a energia. A forma como interagimos e nos relacionamos uns com os outros não é igual. Se para uns trabalhar com o colega A é fácil para outros pode revelar-se um pesadelo. Simplesmente há pessoas com quem, como costumo dizer, o nosso Santo cruza melhor que outras. Em ambiente profissional, pode também acontecer que os resultados não reflitam no imediato o bom ambiente que uma equipa possa ter mas, acredito que contribuam no médio prazo para um bom desempenho porque a energia está lá.</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:astralhasdaalex:271282019-09-04T11:29:00Variações2019-09-04T10:30:49Z2019-09-04T10:52:10Z<p> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 480px; padding: 10px 10px;" title="72B4FB9E-35F2-4B27-AE7F-FA733126C82F.jpeg" src="https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B5f170a0b/21547173_EOmAi.jpeg" alt="72B4FB9E-35F2-4B27-AE7F-FA733126C82F.jpeg" width="480" height="685" /></p>
<p class="sapomedia images"> </p>
<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="693371AE-3772-4FD3-8FA9-98058CF269DB.jpeg" src="https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bba18ea95/21547167_AUe54.jpeg" alt="693371AE-3772-4FD3-8FA9-98058CF269DB.jpeg" /></p>
<p> </p>
<p style="text-align: left;"><strong><em>"E quem te disse que eu me quero adaptar a Lisboa? É Lisboa que se vai adaptar a mim."</em></strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong>António Variações</strong></p>
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<p style="text-align: justify;">Desde que, no final de 2018, começou a ser promovido o filme realizado por João Maia que a curiosidade em torno deste foi crescendo.<span style="font-size: 14pt;"> Há muito tempo que não se via no cinema português algo deste género. Toda a promoção do filme f</span><span style="font-size: 14pt;">oi muito bem pensada e levada a cabo com mestria. Em Julho deste ano, no palco EDP do NOS Alive, tive oportunidade de assistir a um concerto com o Sérgio Praia, ator que dá vida no ecrã a Variações e fiquei ansiosa pela estreia do filme. Os dados estavam lançados e foi com muita expectativa que esta semana fui finalmente ao cinema ver ‘Variações’.</span></p>
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<p style="text-align: justify;"><img style="padding: 10px 10px;" title="1FFF4443-E804-435F-8942-5FCF1CD50848.jpeg" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B7f18b3f9/21547170_EamLD.jpeg" alt="1FFF4443-E804-435F-8942-5FCF1CD50848.jpeg" /></p>
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<p style="text-align: justify;">António Ribeiro, mais conhecido entre nós como António Variações, foi um homem muito à frente do seu tempo que desafiou um país ainda conservador e desconfortável com as suas próprias mudanças. A música, da qual nada sabia em termos técnicos, foi a forma escolhida por António para se expressar unindo a tradição (muito por influência de uma das suas cantoras preferidas, Amália Rodrigues) a uma nova forma de fazer e pensar a música. Apesar do seu desaparecimento precoce, aos 40 anos de idade, António viveu uma vida cheia de coisas para contar. O filme centra-se sobretudo no período entre 1977 e 1981, altura em que António regressa a Lisboa para perseguir o seu sonho de se tornar cantor. António viveu uma vida entre um certo conservadorismo, próprio de locais mais pequenos (viveu a sua infância em Fiscal, concelho de Amares) e o vanguardismo de locais como Londres ou Ame<span style="font-size: 14pt;">sterdão (onde trabalhou como cabeleireiro/barbeiro). ‘Variações’, conta a história de um homem de convicções, tanto na música como no amor. Viveu um amor ‘proibido’ com Fernando Ataíde e na música enamorou-se das coisas simples. Sim, porque as suas canções falam sobre as coisas mais simples que são, normalmente, as mais bonitas.</span></p>
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<p style="text-align: justify;"><img style="padding: 10px 10px;" title="F7FD695B-8D52-41F3-A732-10A6554D5B9D.jpeg" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B711773c1/21547169_JGMu3.jpeg" alt="F7FD695B-8D52-41F3-A732-10A6554D5B9D.jpeg" /></p>
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<p style="text-align: justify;">No ecrã podemos ver Sérgio Praia representar António de forma brilhante. Na verdade, posso mesmo dizer que por vários momentos me esqueci do ator e fiquei simplesmente a ver o Variações. As semelhanças entre os dois são imensas e é mesmo o próprio que dá voz aos temas presentes no filme. A sua linguagem corporal, os gestos, os movimentos, as expressões aliados a um guarda roupa e caracterização que achei muito bem conseguidos, ajudam a que esqueçamos Sérgio e apenas vejamos António. Ele acaba por ser o motor desta longa metragem apesar de bem acompanhado por <span style="font-size: 14pt;">Filipe Duarte (Fernando Ataíde), Victória Guerra (Rosa Maria) e Augusto Madeira (Luís Vitta) a interpretarem personagens de grande relevância na história deste artista. Ficaram a faltar alguns momentos chave da vida de António como a sua presença no programa de televisão o Passeio dos Alegres ou o momento em que, ao cortar o cabelo a Júlio Isidro no cabeleireiro de Isabel Queiroz do Vale, este partilha a sua música com o apresentador. Ainda assim, ‘Variações’ é um filme que prende do princípio ao fim. Está bem conseguido em quase tudo desde o guarda roupa, à caracterização, aos cenários, à banda sonora (com os temas clássicos de Variações que todos tão bem conhecemos) ao desempenho dos atores.</span><strong style="font-size: 14pt;"><em> ‘</em></strong><span style="font-size: 14pt;">Variações’, o filme,</span><strong style="font-size: 14pt;"><em> </em></strong><span style="font-size: 14pt;">recupera a memória de um dos maiores nomes da história musical do nosso país e celebra-o nas salas de cinema. Altamente recomendado!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><img style="width: 837px; padding: 10px 10px;" title="49B0D1D6-348A-4C5C-853D-161E375665EF.jpeg" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B781817b8/21547190_nA6aN.jpeg" alt="49B0D1D6-348A-4C5C-853D-161E375665EF.jpeg" width="837" height="558" /></p>
<p style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="07879E4D-1F48-4FD0-A9CB-0E95E56730EA.jpeg" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bae181c53/21547172_8rwvY.jpeg" alt="07879E4D-1F48-4FD0-A9CB-0E95E56730EA.jpeg" /></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:astralhasdaalex:266422019-08-30T09:59:00Pedras d'El Rei2019-08-30T09:02:40Z2019-08-30T15:13:20Z<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="17A1E87A-93FB-4CF7-925D-82402B28D48C.jpeg" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B5b17b96b/21543279_57F0Z.jpeg" alt="17A1E87A-93FB-4CF7-925D-82402B28D48C.jpeg" /></p>
<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="094F6FBA-A1B0-46CC-9815-F58EE346D158.jpeg" src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B5418b898/21543280_tFbRm.jpeg" alt="094F6FBA-A1B0-46CC-9815-F58EE346D158.jpeg" /></p>
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<p style="text-align: justify;">Pedras d’El Rei tem, para mim, um sabor especial. Foi lá que passei a maior parte das minhas férias de Verão. Como uma espécie de rotina instituída, todos os anos, em Julho, rumávamos a Sul. Como fui filha única até praticamente à adolescência, os primos faziam a vez dos irmãos e lá íamos nós ansiosos por aqueles dias. Ansiosos pelo comboio que nos levava à praia, ansiosos pelas bolas de Berlim do Sr. João (as sem creme continuam ainda hoje a ser as minhas preferidas!), ansiosos pela animação à noite no c<span style="font-size: 14pt;">entro do aldeamento, ansiosos pelos gelados e gomas que íamos comprar ao café, ansiosos pelos mergulhos da tarde na piscina, ansiosos pelos passeios em Tavira.</span></p>
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<p style="text-align: justify;">Foi assim que cresci ali. Verão após Verão. Pedras guarda, sem dúvida, as minhas melhores recordações de férias. Pedras viu-me feliz mas também foi refúgio em momentos menos bons. Pedras viu-me ser criança, adolescente e adulta. Em Pedras, sou feliz. Nas caminhadas no percurso pedonal para a praia (de onde vejo o comboio em constante azáfama de passageiros), nas corridas de fim de tarde até Tavira, nas bolas da Praia do Barril, no Polvo de Santa Luzia, nos gelados de Tavira, nas idas ao supermercado para comprar pão fresco para o pequeno almoço tomado sem pressas, na tranquilidade dos relvados a perder de vista.</p>
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<p style="text-align: justify;">Voltei de Pedras há uns dias e sinto que podia ter lá ficado meses. É bom poder voltar aos sítios onde fomos e somos felizes. Pedras está igual. E é isso que faz daquele espaço um local tão encantador. Onde o branco das casas contrasta com o verde intenso dos longos relvados. Ali o tempo é irrelevante. Sabe a férias e a paz de espírito. Sabe a mergulhos no mar e a beijos salgados. Que bom que foi podê-lo ter partilhado contig<span style="font-size: 14pt;">o.</span></p>
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<p style="text-align: justify;"><img style="padding: 10px 10px;" title="10B71E7E-6118-4704-80D8-A89532932D4A.jpeg" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B65183fc7/21543281_zt2dZ.jpeg" alt="10B71E7E-6118-4704-80D8-A89532932D4A.jpeg" /></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:astralhasdaalex:263762019-08-16T11:13:00Eggs2019-08-16T11:43:31Z2019-08-16T14:44:48Z<p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/KqyGc7-UEj4?feature=oembed" width="480" height="270" frameborder="0" style="width: 480px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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<p style="text-align: justify;">Lembro-me, muitas vezes, de uma cena de um daqueles filmes de domingo à tarde protagonizado pela <em>Julia Roberts</em> (Maggie) e <em>Richard Gere</em> (Ike), que sempre me deixou a pensar sobre a definição que temos de nós próprios e como reagimos perante o outro em função disso. Na cena em causa, Ike confronta Maggie sobre como é que ela gosta dos ovos ao pequeno almoço, pois ao investigar os seus relacionamentos anteriores dá-se conta que Maggie diz preferir um tipo de ovos diferente de acordo com o noivo do momento (‘Você é a mulher mais perdida que eu conheço. Tão perdida que nem sabe como quer comer os ovos! Com o padre, eram mexidos; com o hippie eram fritos; com o outro eram escalfados, e agora, só claras!). A deixa de <em>Gere</em> leva-me a pensar que o mesmo acontece com tantos de nós nas relações. Tendemos a perder identidade. Uns porque preferem evitar o conflito com quem gostam, outros por pura incapacidade, outros ainda porque querem tanto agradar que acabam por tornar-se iguais ao seu parceiro.</p>
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<p style="text-align: justify;">Há umas semanas atrás, em conversa ao jantar, fiquei a pensar até que ponto nos tornamos demasiado permissivos nas relações ao ponto de nos sentirmos perdidos de nós. Vamos aceitando um conjunto de pressupostos que parecem fazer sentido naquele momento mas que, a determinada altura, nos fazem pôr tudo em questão. Será que é aquele o caminho que querermos seguir? Estamos felizes com as decisões que outros parecem ter tão certas apenas para eles? Somos realmente nós ou estamos apenas a projetar uma imagem que encaixa naquilo que o outro quer para si?</p>
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<p style="text-align: justify;">Quando gostamos realmente de alguém faz parte ajustar, moldar, adaptar e ceder em prol do crescimento saudável de uma relação. Mas, como em tudo na vida, existe uma dose certa para tal que depende de cada pessoa e relação. Acredito que, para termos uma relação saudável, devemos ter a noção plena de quem somos, quais os nossos gostos, quais os nossos objetivos de vida e quais os nossos limites, isto é, até onde estamos dispostos a ir. Não temos que saber tudo mas é importante termos consciência de quem somos, o que gostamos e o que queremos. Começa nas coisas simples. Como na forma como preferimos comer os ovos. Estende-se até à nossa essência.</p>
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<p style="text-align: center;"> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:astralhasdaalex:263132019-08-07T11:13:00Química2019-08-07T10:18:54Z2019-08-07T11:24:25Z<p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><img style="width: 768px; padding: 10px 10px;" title="100BFE8A-3916-402A-B55D-DE0D7443E606.jpeg" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bac187277/21526915_zIJdg.jpeg" alt="100BFE8A-3916-402A-B55D-DE0D7443E606.jpeg" width="768" height="511" /></p>
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<p style="text-align: justify;">Quem me conhece sabe que sou rapariga das letras, pelo que os números, a física e a química nunca foram o meu forte. Esta semana, ao assistir a um documentário na Netflix sobre uma tournée dos Rolling Stones na América Latina, fiquei a pensar sobre o que o Keith Richards falou sobre a sua relação com a banda e, em particular, com Mick Jagger. Este falou sobre o facto de terem uma relação muito especial onde existe uma cumplicidade tão forte que, por muito que possam ser diferentes num conjunto de coisas, acabam sempre por se entender. Isto é o que eu costumo chamar de química entre duas pessoas. Seja em que tipo de relação for. Nas amizades, no amor ou nas relações profissionais.</p>
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<p style="text-align: justify;">A definição científica diz que química é a ciência que estuda a composição, estrutura, propriedades da matéria, as mudanças sofridas por ela durante as reações químicas e a sua relação com a energia. E eu acredito que é isto mesmo que acontece nos relacionamentos. A química entre duas pessoas é algo que não se sabe traduzir muito bem por palavras mas que provoca mudanças e alterações nas pessoas, o que acaba por se refletir na boa energia que espalham. Eu prefiro chamar-lhe brilho. Na ciência diz-se também que a química é a ponte que liga várias outras ciências como a Física, Matemática e Biologia. Na vida, acredito que a química liga duas pessoas de uma forma muito intensa mas, ao mesmo tempo, muito natural. E é isso que a torna tão especial.</p>
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<p style="text-align: justify;">Quando duas pessoas têm química é como duas peças de um puzzle que encaixam na perfeição. Tudo se faz sem esforço. Existe cumplicidade e companheirismo e isso faz com que tudo flua. Não quer necessariamente dizer que duas pessoas sejam iguais, muitas vezes até têm feitios bastante diferentes, mas com a química certa tudo funciona. Quando numa banda já sabemos o que nosso guitarrista vai fazer a seguir, quando já sabemos o que aquela amiga(o) está a pensar mesmo que este em silêncio, quando no emprego conseguimos trabalhar bem com a nossa equipa ou quando em casa acabamos a rir das mesmas piadas que mais ninguém entende. É química. E, nas letras, não se explica. Apenas se sente.</p>