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As Tralhas da Alex

07
Ago19

Química

Alex

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Quem me conhece sabe que sou rapariga das letras, pelo que os números, a física e a química nunca foram o meu forte. Esta semana, ao assistir a um documentário na Netflix sobre uma tournée dos Rolling Stones na América Latina, fiquei a pensar sobre o que o Keith Richards falou sobre a sua relação com a banda e, em particular, com Mick Jagger. Este falou sobre o facto de terem uma relação muito especial onde existe uma cumplicidade tão forte que, por muito que possam ser diferentes num conjunto de coisas, acabam sempre por se entender. Isto é o que eu costumo chamar de química entre duas pessoas. Seja em que tipo de relação for. Nas amizades, no amor ou nas relações profissionais.

 

A definição científica diz que química é a ciência que estuda a composição, estrutura, propriedades da matéria, as mudanças sofridas por ela durante as reações químicas e a sua relação com a energia. E eu acredito que é isto mesmo que acontece nos relacionamentos. A química entre duas pessoas é algo que não se sabe traduzir muito bem por palavras mas que provoca mudanças e alterações nas pessoas, o que acaba por se refletir na boa energia que espalham. Eu prefiro chamar-lhe brilho. Na ciência diz-se também que a química é a ponte que liga várias outras ciências como a Física, Matemática e Biologia. Na vida, acredito que a química liga duas pessoas de uma forma muito intensa mas, ao mesmo tempo, muito natural. E é isso que a torna tão especial.

 

Quando duas pessoas têm química é como duas peças de um puzzle que encaixam na perfeição. Tudo se faz sem esforço. Existe cumplicidade e companheirismo e isso faz com que tudo flua. Não quer necessariamente dizer que duas pessoas sejam iguais, muitas vezes até têm feitios bastante diferentes, mas com a química certa tudo funciona. Quando numa banda já sabemos o que nosso guitarrista vai fazer a seguir, quando já sabemos o que aquela amiga(o) está a pensar mesmo que este em silêncio, quando no emprego conseguimos trabalhar bem com a nossa equipa ou quando em casa acabamos a rir das mesmas piadas que mais ninguém entende. É química. E, nas letras, não se explica. Apenas se sente.

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