Sobre investimentos

Confiança. É o ‘asset’ mais valioso nos dias de hoje. Seja no campo pessoal ou profissional esta pequena palavra é a base para se construir algo sólido. A meu ver, atualmente, assumiu ainda maior importância nesta sociedade do imediato e onde as relações são vividas num plano demasiado superficial. A confiança é um ativo estrutural na construção de um caminho conjunto entre duas pessoas e/ou entidades. Se não acreditarmos nos princípios e valores de quem está ao nosso lado ou a trabalhar diretamente connosco não temos nada. O mais provável, nesses casos, é que a relação não tenha grande futuro.
No amor, acredito que a confiança é um dos princípios fundamentais para a construção de uma relação consistente e duradoura. É com confiança e respeito pelo namorado(a), companheiro(a), marido ou mulher que se começa a construir algo. Se pensarmos bem, afinal uma casa não se começa a construir pelo telhado, verdade? Começamos a construir a casa pelos alicerces e pela base. É logo aí que surge a confiança. Temos que acreditar que quem está ao nosso lado quer o nosso melhor e que, no meio de tantas opções (e acreditem que hoje há demasiadas!!), nos escolheu a nós sem que nada o/a obrigasse. Se assim acontece, então é porque realmente somos especiais. É acreditar que contamos sempre com a sua verdade e honestidade, mesmo que em alguns momentos possa doer. É acreditar que vamos ter sempre ao nosso lado a melhor versão do outro. Porque merecemos e porque escolhemos confiar. E, no amor, sem esta confiança em nós e no outro não somos nada.
Também no trabalho e nas empresas se pode aplicar o mesmo princípio, sobretudo quando se trabalha diretamente com clientes. Sem o fator confiança nada acontece. Porque os clientes não acreditam, ou seja, não compram a ideia de que aquela é mesmo a melhor solução para eles. Mas será que os podemos culpar? A verdade é que hoje a competitividade faz com que, nas empresas se queiram atingir resultados imediatos. E como em qualquer relação, a confiança não se ganha de um ‘pé para o outro’. É necessário tempo para que as pessoas se conheçam, para que saibam exatamente as suas necessidades e limites, para se ‘namorarem’. Só assim existem condições para que se estabeleçam relações de confiança e se para que se atinjam novos patamares (chamem-lhe negócios, se preferirem!). Assistimos hoje a uma falta de confiança generalizada que se instalou na sociedade devido a comportamentos menos próprios de um conjunto de pessoas/entidades que acabaram por conduzir ao desinteresse das pessoas nas mais diversas áreas desde a saúde, à educação, passando pela política ou economia. Sem confiança não existe espaço para que nada se desenvolva. Ela (a confiança) é, sem dúvida, um dos mais poderosos ativos que temos.
