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As Tralhas da Alex

21
Jan19

Todas as coisas maravilhosas

Alex

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Ir ao teatro. Acordar sem despertador. Ouvir música bem alto no carro e cantar a plenos pulmões. Abrir uma nova agenda. Comer arroz de atum e ovos mexidos. Escrever no blog. Dar beijos e abraços em quem gosto. Passar o dia na praia e comer bolas de berlim. Tomar banhos de imersão. Assistir aos concertos do Sr. Tralhas. Correr. Receber os amigos em casa. Procrastinar no sofá (séries e filmes até não aguentar mais!). Tudo isto poderia fazer parte da minha lista de coisas maravilhosas.

 

Este foi precisamente o ponto de partida para a peça «Todas as coisas maravilhosas» que fui ver esta sexta-feira. O dramaturgo inglês Duncan Macmillan escreveu a peça e, no nosso país, foi Ivo Canelas que interpretou este monólogo de forma magistral. O Estúdio da Time Out, no antigo Mercado da Ribeira, recebe-nos de uma forma bastante crua, numa sala simples apenas com cadeiras dispostas em forma de arena. No seu centro, Ivo brilha sozinho ao contar a história de uma criança (agora já adulta) que começa aos 7 anos a escrever uma lista com todas as coisas maravilhosas que existem no Mundo para combater as tentativas de suicídio da mãe. O público é chamado não só a participar mas também a deixar-se envolver na história sob várias perspetivas.

 

Os temas centrais são duros, a depressão, as crises existenciais, a morte mas a mensagem é tão simples e, por isso, tão bonita. Emocionei-me. Mas também ri bastante. Gargalhadas sinceras. Esta lista começa como uma tentativa desta criança de chamar a atenção da sua mãe para todas as coisas maravilhosas que existem. No entanto, ao longo da vida, o seu conteúdo vai-se alterando mas a sua essência mantém-se. A lista não cumpriu o propósito de evitar uma tragédia familiar mas conseguiu transformar a vida deste menino feito homem. A peça fala sobretudo da morte mas é um elogio à vida. E, por muito que por vezes tenhamos dificuldade em ver, ela tem coisas muito boas. Talvez este seja um exercício que todos nós devêssemos fazer. Andamos tantas vezes com a vida cheia de «coisas» e não paramos para pensar um pouco sobre o quão maravilhosas elas podem ser. Não precisam ser grandes. Só precisam fazer-nos felizes. E isso, é o melhor que podemos levar disto tudo.

 

 

(infelizmente a peça já não está em cena mas espero que façam uma reposição em breve para que possam ter a oportunidade de ver)

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